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19/12/2018
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Festa de Natal, família reunida, crianças correndo de um lado para o outro, todos felizes e distraídos. Pois saiba que são comuns acidentes envolvendo petiscos da ceia de Natal e animais de estimação. Não raro, os pets ganham algum agradinho dos convidados que, por falta de conhecimento, acabam contribuindo com a intoxicação alimentar dos bichinhos.

O chocolate é o principal vilão, mas não o único. A zootecnista e doutora em nutrição de cães e gatos na UFRGS, Geruza Silveira Machado, preparou uma lista dos alimentos que comprometem não apenas suas férias, mas a vida de seu mascote. Confira:

Chocolate

A rápida absorção de seus componentes, ao chegarem ao sistema nervoso central, causam excitação. Diarreia, vômito, tremores e respiração acelerada surgem de 6 a 12 horas após a ingestão e podem persistir por dias. Pode ocorrer hemorragia intestinal e, em casos mais severos, convulsão e até coma. A princípio, a dose tóxica de chocolate varia de acordo com o porte físico e a sensibilidade do animal. Porém, é sabido que uma barra de 120 gramas pode ser fatal para um cãozinho de dois quilos.

Cafeína

É tóxica se ingerida em altas doses (63mg/kg de peso do cão).

Alho ou cebola

Esses alimentos têm concentrações de dissulfetos e são tóxicos em altas concentrações. Vômitos, diarreia, perda de apetite, depressão e dor abdominal são as principais queixas dos tutores. Em vista disso, pode se notar fraqueza, decorrente de um quadro de anemia.

Macadâmia

Pode ser fatal se ingerido por cães. O quadro é gastrointestinal, além de tremores, problemas musculares, respiratórios e febre.

Panetone e uva passa

Segundo o Centro de Controle de Envenenamento Animal (APCC) da Sociedade Americana para Prevenção da Crueldade a Animais (ASPCA), a ingestão de uvas pode causar insuficiência renal aguda, o que o levaria à morte do cão. Ainda que não se conheça o mecanismo de ação,  não se recomenda seu consumo.

Bebida alcoólica

O efeito do álcool sobre o fígado e cérebro dos humanos é o mesmo apresentado pelos cães. Estes, porém, são sensíveis a doses mais baixas de consumo.

Ossos

O maior problema com os ossos é o risco de obstrução do esôfago e engasgamento. Se mastigados, lascas do osso podem perfurar gengivas e até o sistema digestivo do animal. Apesar de largamente difundido em nossa cultura, o osso é outro vilão que seu cão deve manter distância.

Abacate

Embora inofensivo para humanos, a substância chamada persin é altamente tóxica para a maioria dos animais.

Maionese caseira e ovo cru

O problema é o ovo cru oferecido por longo período de tempo. Além do risco de contaminação por bactérias (como a salmonella), sua ingestão promove a absorção de enzima que interfere no metabolismo de uma vitamina B. Nesse ínterim, é possível aparecer distúrbios na pele e pelo do cão.

Doces (balas, chicletes, etc)

Xilitol, um adoçante artificial encontrado em doces e balas, pode causar problemas hepáticos e queda dos níveis de açúcar no sangue. Sendo assim, o consequente aumento da insulina pode desencadear um quadro de diabetes. Em função da obesidade e problemas dentários, o açúcar já é condenado na alimentação dos pequenos animais, apesar de ser difícil impedir que seja pelas crianças oferecido.

E não é por mal que animais se intoxicam! Por mais que se tente deixá-los afastados do perigo, o próprio mascote encontra um jeito de burlar nossa atenção. E assim, basta um petisco caído no chão, roubado das mãos das crianças e até mesmo do cesto de lixo para causar problemas.

Para começar 2019 com a pata direita, não descuide da alimentação de seu pet nas festas de final de ano. Se for o caso, pondere se não é mais seguro deixar seu amigo em um hotelzinho nesse dia.

 

Revista Donna