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02/02/2016
Imagem retirada de https://editorastilo.com.br/aqua-feed/aq%C3%BCicultura-na-am%C3%A9rica-latina-um-debate-entre-aq%C3%BCicultura-de-pequena-escala-e-aq%C3%BCicultura Imagem retirada de https://editorastilo.com.br/aqua-feed/aq%C3%BCicultura-na-am%C3%A9rica-latina-um-debate-entre-aq%C3%BCicultura-de-pequena-escala-e-aq%C3%BCicultura

Basta ir às compras em torno de mercados, supermercados e restaurantes em cada uma das principais cidades desses países, para observar que estes produtos dominam as prateleiras dos supermercados e menus dos restaurantes.
A aqüicultura na América Latina deve começar a olhar com uma perspectiva de eficiência nos processos de produção e não com a imperiosidade de expandir o número de fazendas e produtores. Ou seja, depois de um período de crescimento durante os últimos 10 anos, em que a política pública da maioria dos países da região foi direcionada para estabelecer fazendas de peixes através do trabalho de extensão, muitas vezes em zonas rurais e condições marginais, a fim de gerar auto-emprego e condições de subsistência, nos próximos 10 ou 15 anos devemos ver como essas políticas públicas para promover a indústria da aqüicultura, visam à capacitação nas fazendas estabelecidas para criar empresas auto-gerenciáveis incorporadas na produção de "commodities" alimentícias a fim de contribuir para a segurança alimentar em seus países.

Isto que pode ser lógico para muitas pessoas, pode não ser para muitos escritórios e agências de extensionismo de entidades governamentais, acostumadas a trabalhar com produtores AREL (Aquicultores de Recursos Limitados) e AMYPE (Aquicultores de Micro e Pequenas Empresas). Sem dúvida, deve-se considerar a continuação de programas de apoio a estas empresas, o que não se pode deixar de lado é de como crescer e consolidar aquelas que podem ou tem uma vocação para crescer.

O mundo de hoje, em relação a peixes e frutos do mar, consome "commodities" da aqüicultura: salmão, camarão e tilápia. E para mostrar, basta um olhar para a importação destes produtos na maioria dos países latinos e poderemos compreender claramente esta tendência.
Se não houver políticas públicas que façam crescer e fortalecer as empresas de aqüicultura que existem hoje e que tem potencial e vocação para consolidar esse crescimento, não seremos capazes de lidar com os produtos importados que, no final, geram desenvolvimento rural em países como: China, Vietnã, Tailândia e Índia, mas não na América Latina.

A consolidação destas empresas tem a ver com o investimento econômico e transferência de conhecimentos. Um sem o outro não vai funcionar, como já vimos. Agências promocionais e de consolidação do crescimento dessas empresas de aqüicultura não podem ser as mesmas daquelas que promovem o extensionismo para AREL e AMYPE.
Estas agências devem estar mais perto dos programas dos ministérios da economia e do comércio.

Devem também olhar para programas que enfatizem a participação de fundos públicos e privados nessas empresas, onde a transmissão de conhecimentos e habilidades de "gestão": liderança, visão, gestão, eficiência, mercados, marketing, criação de marcas, publicidade e rentabilidade, entre outros, tenham prioridade.
A criação destas políticas públicas, e os espaços e entidades adequadas para operá-las, são o desafio para a aqüicultura na América Latina nos próximos anos. A resistência à mudança e o clientelismo político, os obstáculos mais difíceis de superar.

Fonte: Panorama Acuícola