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04/01/2017

Alta dos insumos comprometeu toda cadeia pecuária.

A escalada do preço do milho (principalmente durante o primeiro semestre), combinada à subida do farelo de soja (notadamente no segundo trimestre), desmotivou a engorda de bois e a alimentação preparada do rebanho leiteiro, enquanto os produtores de aves e suínos continuaram incrementando o alojamento e abate. A partir do segundo semestre, o alívio apurado no custo dos principais insumos da alimentação estimulou a retomada da pecuária leiteira favorecida pelo preço do leite pago ao produtor, enquanto as cadeias produtivas de aves e suínos reduziram o ritmo da demanda por rações e o retrocesso da reposição inibiu ainda mais o consumo de concentrados nos confinamentos.

A estimativa é que de janeiro a setembro a demanda geral por rações tenha avançado apenas 1% e alcançado pouco mais de 50 milhões de toneladas.
Diante do ritmo ainda mais lento no último timestre,  a previsão é que 2016 contabilize 66,8 milhões de toneladas e praticamente nenhum crescimento em relação ao ano anterior, cujo montante alcançou 66,5 milhões de toneladas. Para 2017 a previsão bastante preliminar é contabilizar pouco mais de 70 milhões de toneladas de rações, montante ainda dependentes da recuperação da economia doméstica quanto do comércio internacional, e da confiança tando do empreendedor, quanto do consumidor brasileiro.

As dificuldades vividas em 2016 pela cadeia produtiva evidencia quão mandatório torna-se o exercício da interlocução entre seus diversos elos (do campo até o varejo) a fim de mitigar os efeitos da “gangorra agropecuária”, e do estabelecimento e cumprimento de contratos de compra e venda, principalmente por conta da volatilidade cambial prevista e diminuição do ritmo no comércio internacional vindouro.

O governo, por sua vez, tem a obrigação de agilizar a aprovação dos eventos modificados para importação e abastecimento rápido em resposta a qualquer episódio de escassez doméstica, e sobretudo, acelerar a implementação de políticas públicas específicas, dentre elas, o fomento às parcerias para investimento em infraestrutura logística, principalmente na capacidade de armazenamento e no transporte mais barato dos grãos pelo Brasil.

A indústria de alimentação animal tem se debruçado nas intersecções entre sanidade/ambiência e envidados todos os esforços para incorporação rápida da tecnologia/inovação e das práticas ditadas pela economia circular/sustentabilidade, com intuito de atender de maneira crescente às demandas do consumidor moderno, cada vez mais atento ao respeito com os animais, preservação do meio ambiente e relação preço/qualidade que atenda ou até supere suas expectativas.

Fonte: Sindirações