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19/05/2016
Aparecimento de pelos brancos no corpo e face, principalmente ao redor do focinho e olhos indicam envelhecimento (Foto: reprodução) Aparecimento de pelos brancos no corpo e face, principalmente ao redor do focinho e olhos indicam envelhecimento (Foto: reprodução)

Cláudia Guimarães, da redação
claudia@ciasullieditores.com.br


Cães e gatos, ao atingirem a fase de envelhecimento, apresentam mais pré-disposições à ocorrência de problemas decorrentes deste processo fisiológico. Com isso, a nutrição, logo no início dessa fase, tem como principal objetivo retardar o aparecimento das alterações provenientes do envelhecimento, além de atender às necessidades particulares de pets idosos e, consequentemente, oferecer maior qualidade de vida e longevidade a esses animais.

A alimentação deve apresentar teores adequados de macro e micronutrientes, dentre eles, fibras, proteína, gordura e fósforo, associados à elevada qualidade dos ingredientes, para uma maior digestibilidade. Como conta a médica-veterinária e coordenadora de Comunicação Científica da Royal Canin Brasil (Descalvado/SP), Luciana Cristina Baldini Peruca, cães e gatos apresentam duas fases distintas de envelhecimento. “Na primeira ocorrem alterações mais discretas como aparecimento de pelos brancos no corpo e face, principalmente ao redor do focinho e olhos, diminuição na atividade física, tempo de sono prolongado e algumas alterações em órgãos internos que podem ser agravadas com o decorrer da idade, dentre elas constipação, doença renal e obesidade”, menciona. Assim, o alimento para os animais nessa primeira fase deve conter níveis de fibras, proteína, gordura e micronutrientes adequados a essa etapa.

Veterinária Luciana Peruca

Médica-veterinária, Luciana Peruca, frisa que, independente do tipo de dieta, é fundamental que o alimento seja completo e balanceado (Foto: divulgação)

Já na segunda fase de envelhecimento tanto gatos como cães, Luciana explica que os mesmos já se apresentam mais letárgicos, com maior evidência de pelos brancos no corpo e face e com pré-disposição consideravelmente mais elevada às doenças decorrentes do envelhecimento. “Portanto, a nutrição para a segunda fase de envelhecimento deve atender às necessidades dos pets nessa etapa”.

Considerado o quinto sinal vital em um exame clínico, a nutrição é o principal aspecto envolvido na saúde e prevenção de doenças, como comenta a médica-veterinária nutróloga, Mallize Gonçalves da Fonseca. Para ela, a alimentação caseira, feita da maneira correta, balanceada e recomendada por um médico-veterinário é vantajosa, pois se tem a possibilidade de elaborar dietas específicas para cada animal, atendendo suas necessidades individuais. “Assim é possível selecionar ingredientes de qualidade, livres de corantes, palatabilizantes artificias, aditivos alimentares, livres de grãos em geral, que, além da transgenicidade que ocasiona sérios problemas de saúde para humanos e para pets, podem estar contaminados com micotoxinas, conservantes e químicos”.

A médica-veterinária da Royal Canin, Luciana, frisa que, independente do tipo de dieta, é fundamental que o alimento seja completo e balanceado e que respeite às reais necessidades de cada fase de envelhecimento especifico das espécies. “A nutrição torna-se benéfica, uma vez que atua prevenindo algumas alterações decorrentes do processo natural de envelhecimento. Por exemplo, a constipação é um problema no trato digestório comum em gatos e cães já na primeira fase de envelhecimento”, explana e completa que o alimento, nesses casos, deve conter um teor mais elevado de fibra para promover o aumento do peristaltismo intestinal e consequente regulação do trânsito, prevenindo o problema.

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Enfermidades como obesidade e doença renal crônica podem chegar na fase madura dos pets (Foto: reprodução)

A profissional comenta sobre um inquérito, realizado recentemente, pelo Centro de Pesquisa Waltham (Inglaterra), com proprietários de cães e gatos idosos sobre os sinais perceptíveis do envelhecimento. “Grande parte dos tutores apontou como sendo a letargia o primeiro sinal evidente do envelhecimento em seus animais. Porém, há outras alterações não tão evidentes, mas muito importantes, como obesidade e doença renal crônica, que podem ocorrer durante essa fase que o tutor desconhece e que podem ser minimizadas pela nutrição específica”, salienta.

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Para a médica-veterinária nutróloga, Mallize da Fonseca, não podemos alterar os genes dos animais, mas podemos alterar a forma como os genes se comportam em seu organismo (Foto: divulgação)

Mallize recorda que o genoma humano foi completamente mapeado em 2003 e os humanos não somos os únicos a se beneficiarem deste processo, já que os cientistas mapearam, também, o genoma dos cães. “A cadela boxer, chamada Tasha, foi, em 2005, o primeiro cão a ter o DNA totalmente mapeado e demonstrou-se grande semelhança com o genoma humano e com genes associados relacionados com metabolismo, alterações neurológicas, digestão e câncer”, conta.

A partir desse estudo, os cientistas chegaram a uma conclusão, segundo a profissional. “Perceberam que não somos mais reféns de nossa hereditariedade. Podemos interferir na expressão dos genes e determinar saúde ou doença por meio do nosso estilo de vida, onde a qualidade do alimento ingerido e atividade física são os principais fatores envolvidos”, aponta e diz que obesidade, distúrbios gastrointestinais, diabetes, problemas comportamentais, dermatites, alergias, artrites, câncer, cardiopatias são alguns dos problemas de saúde que crescem, aceleradamente, nos pets. “Concluindo: não podemos alterar os genes dos animais, mas podemos sim alterar a forma como os genes se comportam em seu organismo”.

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