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02/12/2015
Imagem retirada de http://www.unredd.net/regions-and-countries/latin-america-and-the-caribbean/argentina.html Imagem retirada de http://www.unredd.net/regions-and-countries/latin-america-and-the-caribbean/argentina.html

Apesar de crises econômicas e da queda drástica do consumo em 2014, as famílias argentinas gastam mais dinheiro para comprar alimentos nutritivos para seus animais de estimação ao consumo de erva-mate ou massas. De acordo com um estudo realizado pela consultoria Kantar Woldpanel, o primeiro a abordar o tema, o gasto para alimentar cães e gatos é $700 ARS média anual por família, o que representa 24% a mais do que o consumo de erva-mate, 6% a mais que consumo de massas e apenas 9% menos que o destinado ao leite, embora 12% menos que os gastos com refrigerantes.
Embora a cifra de $60 ARS (cerca de US$6,2) por mês possa parecer baixo, é certo que representa a média entre aqueles que alimentam seus animais de estimação com sobras, aqueles que misturam comida solta ou econômica com comida caseira e aqueles que só compram alimentos premium e super premium para animais de estimação. Segundo a pesquisa, os níveis mais altos da pirâmide gastam em alimentos para seus animais 42% mais que a média, e estes por sua vez, gastam 32% a mais que a baixa. "Comparando as extremidades da pirâmide, o topo gastos quase o dobro da base, e as diferenças de gastos entre os diferentes níveis sociais são muito mais acentuadas quando se trata de comida para cães", nota o consultor.

"É um mercado em desenvolvimento e isto se transfere aos usuários. Cada vez mais há mais players nas prateleiras e as marcas mais conhecidas têm mais variedades de alimentos: por idade, sabores, raças", diz Jorge Guauque, executivo sênior de contas da Kantar Worldpanel.
A dispersão dos preços é alta: desde alimentos econômicos, conforme definido pela Câmara Argentina das Empresas de Nutrição Animal (CAENA) no caso de cães custam menos de $10 ARS por quilo, o super premium comercializados apenas em veterinários e pet shops é negociado acima de $36 ARS, passando pelas categorias Standard e Premium, com valores intermediários.

Em pet shops compra-se 37% do volume de alimentos para gatos e 31% para cães, sempre de acordo com pesquisa realizada pela Kantar Worldpanel. Os supermercados têm maior peso no alimento para cães. "Tem se perdido a exclusividade dos canais, uma vez que os compradores buscam uma melhor equação entre preço, qualidade e quantidade", acrescenta Guauque.

CRESCIMENTO
Na Argentina, o número total de domicílios com pelo menos um cão ou gato ultrapassa os 12,4 milhões, e aumenta. "O crescimento entre 2013 e 2014 foi de 1%, o que significa que 120.000 famílias foram adicionadas a este universo", diz Guauque. Segundo a pesquisa, cerca de 7 milhões de domicílios compram alimento para cães a cada 46 dias e ao longo do ano adquirem mais de 40 kg, enquanto que cerca de 4 milhões de famílias adquirir cerca de 17 quilos de comida para gato a cada 34 dias.
Mas as oportunidades de crescimento não são apenas devido a cada vez mais famílias adotarem animais de estimação, embora a penetração de alimento balanceado ainda seja baixa: atinge 70% em comida para gatos, e apenas entre 45 e 50% quando se trata de cães. Em "mercados maduros", como Estados Unidos e Europa, supera 80%.

"As marcas ainda têm muito a ganhar. Por isso, a categoria vem crescendo de forma mais rápido do que outras", diz Barbara sobre Pipan, Gerente de Marketing da Nestlé Purina, que produz as marcas Pro Plan, Excellent, Dog e Cat Chow, Dogui e Gati, entre outras.
A executiva diz que, apesar da crise econômica, "as pessoas procuram maneiras de não mudar a alimentação equilibrada." Uma das razões para continuar atendendo a demanda dos animais é o processo de "humanização" de cães e gatos que se desenvolveu nos últimos anos. "A concepção antropomórfica de animais é visto como uma tendência mundial: as pessoas já não tratam seu cão ou gato como animal de estimação, mas desempenham um papel afetivo como de um filho", diz Candela Martinez, gerente de marketing Gepsa, que comercializa marcas Top Nutrition, Winners e Tiernitos, entre outras.
"A categoria continua a crescer, com alguns sinais de desaceleração relacionados com o contexto econômico geral", acrescenta Mauro Williams, gerente de Assuntos Corporativos da Mars, cuja principal marca é e Pedigree. Com o aumento da inflação, mudam-se alguns comportamentos: "As pessoas ainda compram o saco de comida, mas alternam com restos de alimentos caseiros e assim, em vez de durar um mês use estendem seu uso para um mês e meio", diz Raphael Salazar, gerente de Marketing da Vitalcan, empresa Argentina que conta com um centro de pesquisa no Centro Universitário da Província de Buenos Aires.

O SETOR
As marcas Pro Plan (Nestlé Purina), Eukanuba e Royal Canin dominam o segmento superpremium, em um mercado cada vez mais concentrado. No ano passado, a multinacional Mars , que lidera o segmento premium com a sua marca Pedigree, comprou a Eukanuba e outras duas marcas de alimentos para animais que eram de propriedade da Procter & Gamble. E, embora na Argentina operem como duas empresas separadas, globalmente a Royal Canin também é parte das operações da Mars.
Empresas nacionais argentinas também crescerem e diversificaram desde a pós-crise de 2001. Além da Gepsa e Vitalcan incluem Agroindustria Baires (Kongo, Old Prince), Molino Chacabuco (Raza) e Metriver (Sabrositos), entre muitas outras.

TENDÊNCIAS
O crescimento da população urbana provocou o aumento de pequenas raças de cães e gatos em domicílios. Por sua vez, estes animais comem menos quantidade, por isso, é possível destinar mais dinheiro para a sua manutenção. Assim, uma tendência instalada nos Estados Unidos e Europa, e que as marcas estão tentando promover no país, é o consumo de alimentos úmidos.
"Nós temos um grande desafio a este respeito, uma vez que na América Latina 95% do consumo são de alimentos secos e apenas 5% de alimentos úmidos", diz Williams. "Na Europa, é 50 e 50", acrescenta.
Também a oferta de guloseimas e snacks que são dadas para o animal de estimação como uma recompensa ou um agrado, tem crescido no mercado local. Por outro lado, "em nível mundial, a tendência é para produtos orgânicos. Nos EUA, 50% do mercado de alimentos são orgânicos.", Disse Salazar.

BRANCO E BRILHANTE
Há de tudo para cães e gatos: até vestidos de noiva e smoking. A proliferação de brinquedos, roupas e acessórios para animais de estimação é um sinal de mudança no lugar que os animais ocupam na vida cotidiana das famílias argentinas.
"Tenho mais de 10.000 itens, desde brinquedos específicos até vestidos de noiva", diz Andrew Dziubek da Distribuidora para Mascotas (DM). Distribuidora da linha de alimentos da Molino Chacabuco acaba de abrir uma loja de atacado na cidade de Rosário de 2.000 metros quadrados, onde oferece todos os tipos de produtos: chocolates, barras de cereal, colchões, camas, berços, roupas e até mesmo a salva vidas para cães, que sempre souberam nadar ...

Fonte: Clarin

Editora Stilo - Site Revista Pet Food