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17/10/2017
Antônio é piscicultor e resolveu investir após abandonar a vida de caminhoneiro, ele possui quatro tanques e um berçário de tambaqui (Foto: Hosana Morais/G1) Antônio é piscicultor e resolveu investir após abandonar a vida de caminhoneiro, ele possui quatro tanques e um berçário de tambaqui (Foto: Hosana Morais/G1)

O estado de Rondônia é o segundo maior produtor de peixes do Brasil com mais de 74,7 toneladas produzidas em 2016, segundo levantamento estatístico feito pela Associação Brasileira de Piscicultura, publicado no Anuário Brasileiro de Piscicultura (Peixe BR). A produção aumentou 15% em 2016 comparado com o ano anterior. Aproveitando o mercado em expansão, o ex-motorista de caminhão Antônio Miranda, de 64 anos, resolveu investir na área e já pensa em aumentar a escala de cultivo.

“Em 2013 eu larguei minha vida na cidade e vim para o sítio. Eu e meu genro resolvemos aproveitar o espaço e montamos dois tanques de peixes. Fomos na Associação de Assistência Técnica Rural (Emater) e pegamos informações sobre como manter o peixe vivo e como vendê-lo. Dois técnicos vieram até minha propriedade e analisaram o animal e a água para saber se eu estava apto para a venda”, explicou Miranda.

Após a visita dos técnicos a venda do peixe foi aprovada. “Depois que eles analisaram tudo eu consegui o Declaração de Aptidão (DAP) ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e pude vender o produto. Logo de cara passei a fornecer a um mercado de Porto Velho”, esclarece.

De acordo com o extensionista rural Manoel Gomes, da Emater, sem o DAP o piscicultor não consegue realizar a venda do peixe. “É importante frizar, que mesmo que a produção seja pequena, o produtor precisa da licença para poder comercializar o peixe. Então aqueles que desejam trabalhar com peixe precisam procurar assistência da Emater para ser orientado”, explica Manoel.

 

O local é de apenas um hectare, mas a produção é de quatro a cinco mil peixes por ano (Foto: Hosana Morais/G1)O local é de apenas um hectare, mas a produção é de quatro a cinco mil peixes por ano (Foto: Hosana Morais/G1)

O local é de apenas um hectare, mas a produção é de quatro a cinco mil peixes por ano (Foto: Hosana Morais/G1)

 

Conforme a engenheira de pesca da Emater Maria Mirtes, o diferencial da produção em Rondônia é o tipo de peixe cultivado. “A maior parte do país apostou em espécies exóticas, mas Rondônia aposta em espécies nativas como tambaqui, jatuarana e ainda o pirarucu, e esse é nosso diferencial. Inclusive, nosso peixe já foi para degustação em países da Europa”, ressalta Mirtes.

O produtor Miranda é um dos que contribuem para os número positivos no Estado. “Eu só trabalho com tambaqui e consigo produzir de quatro a cinco mil peixes por ano com os quatro tanques que possuo, também tenho um berçário para os que vão nascendo. Minha renda anual é de R$ 14 mil, já livre de impostos”, disse o psicultor.

Embora a propriedade de Antônio seja pequena ele já pensa em expandir. “Meu genro tem outra terra próxima a minha, iremos montar lá mais alguns tanques para aumentar a venda e quem sabe participar de projetos do governo”, ressalta.

No ranking nacional de produção de peixe, Rondônia produziu, em 2016, 74.750 toneladas, ficando atrás somente do Paraná, com 93.600 toneladas. O estado de São Paulo aparece em terceiro lugar, com uma produção anual de 65.400 toneladas.

De acordo com os dados divulgados, a produção brasileira no setor alcançou 640.510 toneladas de peixes no Brasil, em 2016, e a expectativa é que esse número aumente nos próximos anos.

Fonte: G1.Globo