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22/08/2018
Imagem retirada de https://revistagloborural.globo.com/Noticias/noticia/2015/09/producao-de-racao-animal-deve-avancar-em-2015-diz-sindiracoes.html Imagem retirada de https://revistagloborural.globo.com/Noticias/noticia/2015/09/producao-de-racao-animal-deve-avancar-em-2015-diz-sindiracoes.html

Uma fábrica de ração pode se destacar no mercado, graças a um bom processo de produção. De acordo com o gerente de operações da Quimtia Brasil, Nelson da Fonseca Filho, o fluxograma de trabalho precisa ser definido com a junção das mais variadas etapas de produção, que vão desde o recebimento das matérias-primas até a expedição do produto acabado.

De acordo com o especialista, as principais etapas, que precisam ser observadas para o processo produtivo de ração animal, são a moagem, a dosagem, a mistura e o tratamento (peletização, extrusão). Ainda segundo ele, outro fator que precisa ser analisado com cuidado é a escolha da forma de processamento das rações.

“A definição da metodologia para o desenvolvimento produtivo de uma fábrica de ração pode apresentar muitas variáveis, principalmente no momento da escolha do tipo de moagem. Por conta disso, este [a escolha do tipo de moagem] é um dos passos mais importantes dentro do setor operacional de uma indústria especializada no segmento de nutrição animal”, diz.

O especialista afirma também que esta parte da produção [moagem] não é uma simples etapa na fabricação, mas um sistema complexo, composto por alimentadores, filtros, moinhos, caixas de expansão, exaustores, ciclones e extratores.

“Este sistema pode estar situado, no fluxograma, antes ou depois da dosagem dos ingredientes, sendo chamados como “Moagem Individual” ou “Moagem Conjunta” respectivamente”, explica.

Na Moagem Individual, os macros ingredientes (grãos e farelos) são moídos e ensilados separadamente, para posteriormente serem dosados e misturados.

Já na Conjunta, os macros ingredientes são moídos juntamente com todos os demais ingredientes, após a dosagem, e misturados.

Confira algumas características do processo de moagem, que precisam ser analisadas:
1) No fluxo com Moagem Conjunta, temos um maior número de equipamentos transportando grãos e farelos (abrasivos), consequentemente, com menos vida útil e maior manutenção.

2) A Moagem Individual possibilita a obtenção de variadas granulometrias de ingredientes individualmente, melhor atendendo as necessidades nutricionais das espécies a serem alimentadas, como granulometrias mais finas para suínos e mais grossas no caso de aves. As granulometrias também implicam diretamente na qualidade dos peletes  e em melhores resultados zootécnicos e econômicos..

3) Na Individual, é possível a prévia estocagem de ingredientes moídos em Silos de Dosagens, que permitem a continuidade de produção das Fábricas durante a realização de manutenções nos Moinhos e equipamentos anteriores a eles, troca de suas peneiras, e produções em Horários de ponta sem o uso do sistema de moagem, com reduzido consumo de energia.

4) Também na Individual, os Moinhos só trabalham quando da efetiva moagem, não trabalhando em vazio entre as batidas e também sem a passagem de ingredientes já finos entre os componentes dos Moinhos (peneiras, martelos, etc) com gasto desnecessário de energia e materiais.

O especialista considera como fluxograma ideal um misto dos dois tipos de moagem, que possua balanças para macros e para micros ingredientes e que conforme as espécies pode contar até com terceira balança, para ingredientes de inclusões intermediárias. Isso permitiria maior precisão nas dosagens e desvio dos moinhos dos ingredientes que não necessitem de moagem.

“Na Quimtia, devido à especificidade das fórmulas para animais de laboratórios, trabalhamos com sistema de Moagem Individual, que permite maior precisão e qualidade na produção de rações peletizadas e extrusadas”, finaliza Fonseca.

fonte: Suinocultura Industrial