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26/08/2019
Imagem retirada de https://www.dci.com.br/impresso/crescente-numero-de-felinos-nos-lares-estimula-novos-produtos-em-pet-shops-1.826236 Imagem retirada de https://www.dci.com.br/impresso/crescente-numero-de-felinos-nos-lares-estimula-novos-produtos-em-pet-shops-1.826236



Com o objetivo de fidelizar um público crescente nos últimos cinco anos, players que atuam no mercado de pet shops ampliam a gama de itens para gatos. Entre as apostas, estão produtos feitos sob medida para a residência de cada cliente e linhas de cosméticos para os felinos.

Segundo o último levantamento realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), a população de gatos foi a que mais cresceu entre 2013 e 2018, acumulando alta de 8,1% – 23,9 milhões de felinos. Em seguida aparecem os peixes, com evolução de 5%. Já os cachorros, o maior grupo de animais domésticos, apresentaram a menor alta populacional, com alta de 3,8% – o equivalente a um total de 54,2 milhões de cães. De acordo com os dados da entidade, em 2018, o faturamento total desse mercado girou em torno de R$ 20,3 bilhões.

Um dos exemplos de players atentos ao movimento de alta dos felinos é a loja Gettedo – especializada na venda de móveis e playground para felinos. “Muitas pessoas têm mentalidade de que os gatos são animais naturalmente de rua. Mas, quando eles [os gatos] são criados dentro de residências, têm as mesmas necessidades de diversão e conforto que os cachorros. Pensando nisso, nossa proposta é fornecer um móvel para o cliente que ajude a decorar o ambiente e seja agradável para o gato”, afirmou a sócia da loja, Andressa Cappellari.

De acordo com a executiva, um dos objetivos do negócio a partir de agora é transferir parte da produção da Região Sul do País para o Sudeste, uma vez que os custos de frete muitas vezes inviabilizam as vendas online. “Estamos trabalhando em um movimento para abrir unidades no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, a fim de diminuir os custos de frete. No final do passado, perdemos oportunidades de venda em virtude das cobranças altas pela logística”, argumentou ela, destacando que o tíquete médio da loja é R$ 500.

Em linha com a executiva, o fundador da consultoria de varejo Goakira, José Carlos Fugice, afirma que os felinos assumiram um papel importante nesse mercado nos últimos anos em virtude da “independência” na ausência do dono. “Os negócios de pet shops têm buscado expandir o portfólio de produtos para a categoria de felinos, tendo em vista também a preferência que os proprietários de animais de estimação têm ao comércio eletrônico. Muitos itens desse mercado são pesados, se o lojista começar a oferecer um e-commerce com todo o mix de produtos e pronta entrega, existe grande chance de fidelização”, declarou Fugice.

Outro exemplo de player desse mercado é a fornecedora de camas, roupas e produtos para o bem-estar dos pets Perigot. “Nosso crescimento em termos de volume de vendas entre o ano de 2017 e o ano passado foi de 16,5%. A partir desse mês, vamos começar a vender produtos veganos, como por exemplo shampoo e outros tipos de cosméticos. No caso dos gatos especificamente, existe uma grande demanda em relação a aplicação desses cosméticos em diferentes pelagens”, declarou o sócio-diretor, Giuseppe Ilario.

Para o executivo, uma das demandas que vêm crescendo nesse nicho são as encomendas dos pet shops por camas e outros segmentos de produto de marca própria. “São produtos que fazemos especificamente para cada negócio. Caso, por exemplo, um cliente peça um tipo de sofá para começar a vender em suas lojas, não vendemos esse mesmo produto para outros parceiros”, explicou Ilario, lembrando que a empresa conta com 40 funcionários e o principal mercado de fornecimento fica no Sul e Sudeste. O faturamento da empresa não foi revelado.

fonte: DCI

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