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28/08/2019
Imagem retirada de https://revistapegn.globo.com/Banco-de-ideias/Pet/noticia/2019/08/ele-criou-uma-marca-de-acessorios-descolada-para-pets.html Imagem retirada de https://revistapegn.globo.com/Banco-de-ideias/Pet/noticia/2019/08/ele-criou-uma-marca-de-acessorios-descolada-para-pets.html

Em 2012, após três anos desenhando um plano de negócios bem elaborado, os irmãos gêmeos Thadeu e Felipe Diz, 36 anos, atraíram um aporte de R$ 3 milhões do DXA Investments e lançaram a Zee.Dog, uma marca concebida para ser referência nesse segmento. “Não existia uma grife descolada para os bichos, então vi uma oportunidade”, diz Thadeu.

A ideia era simples: aplicar o conceito de fast-fashion ao mundo animal, com coleções contínuas e design atraente.

Um ano após o lançamento, a empresa já exportava produtos para os EUA. Em 2014, abriu uma loja em Nova York e vendeu as primeiras franquias no Brasil.

É claro que desafios inesperados também surgiram. “No início, muitos clientes abandonavam o nosso site sem terminar a compra. Mandamos e-mails para eles e perguntamos o que estava acontecendo. Eles disseram que não tinham certeza de que as peças serviriam em seus cachorros.”

Para resolver o problema, os sócios criaram um sistema no qual o cliente informa a raça do animal e o site apresenta apenas produtos do tamanho adequado. “Nos 12 meses seguintes à mudança, as vendas no e-commerce cresceram 400%”, diz Thadeu. “Às vezes, as empresas se esquecem de que têm uma ótima ferramenta nas mãos: perguntar as coisas para os clientes.”

Os sócios também apostaram nas redes sociais para crescer: em 2012, criaram a Zee.Dog Mafia, uma rede composta por 89 perfis de cães influenciadores, que recebem uma comissão para divulgar a marca. Juntos, atingem mais de 5 milhões de pessoas.

Com um faturamento de R$ 80 milhões no ano passado e previsão de chegar a R$ 110 milhões neste ano, a Zee.Dog afirma possuir cerca de 13% do mercado nacional de acessórios para bichos. 60% das vendas vêm do e-commerce; o restante é proveniente das 32 franquias espalhadas pelo Brasil, das vendas em pet shops e das exportações para 24 países — a empresa tem escritórios nos EUA e na China, onde são fabricados os produtos.

Agora, investe pesado no lançamento do Zee.Now, um aplicativo que faz entregas de ração e acessórios (inclusive aqueles feitos pela Zee.Dog), em um prazo de até 24 horas.

Para garantir a agilidade, a Zee.Now montou seus próprios galpões de armazenagem e equipes de distribuição. “Estamos mais para a Amazon do que para o Rappi”, diz Thadeu. Em dois meses, o aplicativo teve mais de 35 mil downloads e somou vendas de R$ 500 mil. No momento, a tecnologia atende 26 bairros do Rio de Janeiro e de São Paulo, mas o plano é expandir seu alcance em breve.

Thadeu sabe que, ao apostar tantas fichas em um canal de vendas próprio, pode desagradar os atuais distribuidores de seus produtos — as franquias e pet shops. Mas decidiu arriscar.

“É um negócio com alto potencial de escala. Sei que, em algum momento, alguém iria lançar uma plataforma como essa e provocar uma disrupção no mercado. Então, achei melhor tomarmos a dianteira”, afirma o empreendedor. Para impulsionar a nova plataforma, a empresa negocia um novo aporte de R$ 100 milhões. “Queremos ser o maior varejo pet do país em cinco anos”, diz Thadeu.

fonte: Revista PEGN

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