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31/03/2016
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Os animais de estimação ocupam um espaço cada vez maior nos lares portugueses, já aqui escrevemos recentemente. E deprimem quando os donos se ausentam por mais horas do que o costume. São tidos e sentidos como membros da família, por isso não é de estranhar que hoje existam cuidados com os animais domésticos de que não se falava há uns anos. A alimentação é um deles.

“Que o teu alimento seja o teu medicamento”, já dizia Hipócrates, pai da medicina. A premissa é também usada por Rita Silva, médica veterinária e especialista em nutrição animal a trabalhar atualmente na Royal Canin, uma das empresas da área especialista em alimentação de animais domésticos. “A alimentação dos cães e gatos – os animais de estimação preferidos dos portugueses – é a base de tratamentos de saúde e também a forma mais comum de prevenir doenças”, explica.

Portanto, há efetivamente doenças que se resolvem com cuidados alimentares “como a obesidade ou as alergias alimentares”. Em termos preventivos, os “animais comerem alimentos nutricionalmente equilibrados vai proporcionar-lhes mais defesas, uma boa pelagem, bem-estar e maior longevidade”, resume.

Donos mais preocupados Se é verdade que cada vez mais há donos conscientes de que os alimentos ingeridos pelo animal são essenciais para a saúde, também é verdade que ainda há muita gente a humanizar os animais.
“A essa confusão nós chamamos visão antropomórfica, ou seja, quando um dono acha que o melhor para o animal é comer o mesmo que os humanos.”

E há alguns alimentos que são mesmo proibidos. “A cebola e o chocolate não se podem mesmo dar, têm altos níveis de toxicidade. Mas as ditas ‘guloseimas’, que podem ser fiambre, queijo, pão com manteiga e por aí fora, podem resultar em situações de excesso de peso ou outras complicações. Por exemplo nos gatos, estas sobrecargas podem causar diabetes, doenças hepáticas e distúrbios digestivos. No caso dos cães podem dar-se situações de excesso de peso e diarreias. Os animais são muito mais sensíveis do que nós a alterações alimentares.”

Uma alimentação equilibrada e um estilo de vida ativo são, portanto, chaves para o bem-estar que servem tanto para donos como para os bichos.

Ao contrário de nós, o que faz um cão ou um gato escolher certos tipos de alimento é o olfato, e não o paladar. Enquanto nós temos 9 mil papilas gustativas, o cão tem 1700 e o gato apenas possui 500. Outra curiosidade: os gatos não têm preferência pelo sabor doce porque não o conseguem sentir.

Mas, como explica Rita, os animais sabem bem do que gostam, embora essa gosto lhes seja ditado pelo cheiro. “Quando um animal está com menos apetite, é através do olfato que devemos estimular o apetite. Por exemplo, aquecer ligeiramente a ração é um truque para que a comida se torne mais apetecível porque liberta mais odor.”

Por outro lado, os cães, os gatos e as respetivas raças ingerem a comida de diferentes formas e é necessário ter isso em conta. “Os gatos siameses usam os dentes para agarrar os croquetes da ração e comem muito depressa, ingerindo ar enquanto comem, o que não é benéfico. Também raças como os labradores aspiram verdadeiramente a comida, pelo que o formato da ração, além dos nutrientes, é importante.”

E se a forma dos croquetes pode ajudar na digestão dos bichos, os nutrientes que comem é a chave para uma vida longa e saudável. “A ração deve ser adequada à idade do animal. Sabemos, por exemplo, que os cães que entram na fase geriátrica (aproximadamente a meio da vida) devem consumir triptofano, um aminoácido conhecido por causar bem-estar”, explica a especialista.

Ração seca ou húmida? Para Rita Silva, muitos donos sentem ainda alguns tabus em relação às rações húmidas, por serem consideradas mais calóricas. “Isto não é verdade, visto que as rações húmidas são pensadas de forma a satisfazer as necessidades daquela refeição, nem mais nem menos. E em alguns casos – por exemplo nos gatos, que têm maior tendência a desenvolver doenças renais – dar uma ração húmida, com 80% de água, ajuda à diluição da urina. Por outro lado, quando os animais estão com problemas gengivais, a ração seca pode causar dor, pelo que esta é uma opção válida. Além disso, quando precisamos de forçar a alimentação também poderá ser mais fácil com este tipo de ração, visto que exala um odor mais forte.”

Fonte: ionline