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22/04/2016
O segmento de pet food representou ano passado 67,3% do faturamento do setor (Foto: reprodução) O segmento de pet food representou ano passado 67,3% do faturamento do setor (Foto: reprodução)

A Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet, São Paulo/SP) levantou que, em 2015, o setor pet faturou R$ 18 bilhões, um crescimento de 7,6% em relação a 2014. Ano passado, o País exportou US$ FOB 351,4 milhões. Apesar da estimativa positiva, não há desenvolvimento real do setor.

O aumento do preço das matérias-primas agropecuária, que compõem 95% do alimento pet, impacta o custo final, atingindo o consumidor. O segmento de pet food representou ano passado 67,3% do faturamento do setor.

No entanto, em cada alimento embalado incidem 49,9% de impostos – entre IPI, ICMS-ST, Pis/Cofins. Portanto, a cada R$ 1 gasto com alimento completo, R$ 0,50 é imposto. A carga tributária continua sendo um dos maiores entraves para o setor. Sabe-se que, aproximadamente, 60% do faturamento está no consumo das classes C, D e E, altamente sensíveis aos preços.

Existe, deste modo, uma desaceleração em função do cenário econômico atual. Em 2016, outro grande empecilho ao desenvolvimento dessa indústria é o aumento da alíquota do IPI em 10% a partir de maio. “Participamos da criação da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva dos Animais de Estimação dentro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA, Brasília/DF), e um dos principais temas é a alta tributação do setor. Com mais este aumento, as famílias serão as maiores prejudicadas. Hoje, no Brasil, estamos quase atingindo a proporção de um animal por duas pessoas.

A alimentação adequada dessa população de pets é fundamental, como é a do ser humano”, afirma o presidente-executivo da entidade, José Edson Galvão de França. Vale ressaltar que a tributação que trata o setor como supérfluo não condiz com o desenvolvimento do mercado, que entende e reconhece os benefícios mútuos da interação entre homens e animais para a saúde e bem-estar. Além disso, estudos já mostram que os animais trazem excelentes resultados em tratamentos terapêuticos e em políticas de inclusão social. Dados da Abinpet apontam que todos os segmentos do mercado pet estão estagnados.

A alta é muito mais um efeito da inflação e dos tributos do que de desenvolvimento efetivo. Em 2014 e 2015, seguindo a tendência dos anos anteriores, pet food foi o segmento mais representativo: 66,9% no ano retrasado e 67,3% no ano passado. Pet serv era 17,8% do faturamento em 2014 e, em 2015, caiu e passou para 17%. Pet care manteve-se com 8% e Pet vet aumentou de 7,3% para 7,7%. Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD. - See more at: http://www.caesegatos.com.br/em-2015-setor-pet-alcancou-r-18-bilhoes-mas-nao-sem-os-efeitos-da-crise/#sthash.f6QOnj1l.dpuf