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29/05/2019
Imagem retirada de https://www.vix.com/pt/pet/536734/gripe-canina-provoca-tosse-seca-e-em-casos-graves-pode-matar-animal-saiba-evitar Imagem retirada de https://www.vix.com/pt/pet/536734/gripe-canina-provoca-tosse-seca-e-em-casos-graves-pode-matar-animal-saiba-evitar

A gripe canina é similar a dos humanos, ou seja, uma doença respiratória causada por alguns agentes que podem ser virais ou bacterianos. Os sintomas da doença são muito parecidos com os da gripe humana, sendo a tosse o principal deles.

De acordo com a médica veterinária Cláudia Stefanini, de Araçatuba, o animal pode contrair a doença tendo mantido contato com outros animais que estavam tossindo ou que a pessoa desconheça da onde vieram e se são saudáveis ou não. Passeios em praças, locais públicos que podem ter passado outros animais doentes, um pet shop, exposições de animais, podem fazer com que seu bichinho possa ter contato direto ou indireto com um cão doente.

“Um cachorro tossiu em determinado ambiente, o outro vai lá e aspira o vírus ou a bactéria e acaba se contaminando. Geralmente, essa gripe não é perigosa, se tratada adequadamente com acompanhamento veterinário. Se o cão for muito idoso, ou já tiver alguma outra complicação, passando por algum tratamento imunossupressor, ou com qualquer outra doença, pode sim vir a óbito. A complicação é uma pneumonia grave, e se isso acontece, pode matar até a gente, imagina a eles”, explica.

Ainda segundo Cláudia, a manifestação da doença não se difere de acordo com a raça do animal, mas sim, se é um cão de porte pequeno que já tem um colapso de traqueia, um problema anatômico, por exemplo, com certeza o quadro dele pode ser mais acentuado, um pouco pior. “Não tive casos recentes da doença no meu consultório, é difícil achar nas fichas dos bichinhos algum que não tenha tomado a vacina. O tratamento vai depender da situação, muitas vezes ela é autolimitante, como é para nós, a forma simples da doença. Porém, podem ter complicações, uma tosse mais persistente, pneumonias, então, geralmente o animal precisaria usar antibióticos, medicamentos para tosse que é intensa, mas tudo depende muito da avaliação do veterinário”, finaliza.

Teresinha Cristina Cândido, médica veterinária também de Araçatuba, tratou casos recentes da doença. “Como o nome já diz, os sintomas da doença são muitos parecidos aos da gripe humana, os mais característicos são a tosse contínua, podendo ser confundida com engasgos e até ocorrer vômitos, coriza (corrimento nasal), espirros, apatia, febre, falta de apetite e podendo se agravar ao quadro de pneumonia”, diz.

Ela afirma que geralmente a doença se manifesta mais no período do outono e inverno, devido as baixas temperaturas e ao clima seco, podendo abalar o sistema imunológico e favorecendo que o animal contraia as patologias respiratórias. “O mais recente que eu tive foram 4 casos em 10 dias. Alguns cuidados essenciais para evitar a doença são: vacinação, alimento de boa qualidade, suplementos vitamínicos, se seu veterinário achar necessário, caso o animal não seja imunizado contra gripe é bom evitar contato com animais enfermos”, finaliza.

Nesses casos que Teresinha tratou recentemente estão os cachorros da Natália Tozin, o Freddy que é um Rottweiler, e a Doberman Átila. De acordo com a tutora, eles têm todas as vacinas, porém, assim como para nós adultos, essa vacina da gripe precisa do reforço todo ano. “Eles ainda não tinham feito e então contraíram o vírus da gripe canina. Por serem cães de guarda e bem bravos só saem de casa guiados com os donos. Eles não têm contato com cachorros de rua, ou qualquer outro. Provavelmente ao saírem para o passeio passaram perto de alguma casa ou lugar que houvesse um cão infectado, contraindo então a doença”, conta.

Os cães passaram a gripe um para o outro, já que convivem juntos. “Assim que percebemos que estavam com tosse frequente (que parceria engasgo) e falta de apetite, pedimos a visita de uma veterinária na residência. Foram realizados exames de imagem e de sangue para então o correto diagnóstico. O tratamento foi iniciado de imediato com medicamentos via oral e uma injeção até que melhorassem os sintomas da doença. Após umas duas semanas, melhoraram e agora estão ótimos!”, finaliza.

fonte: Folha da Região

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