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23/09/2019
Imagem retirada de https://www.folhape.com.br/economia/economia/economia/2019/09/22/NWS,116910,10,550,ECONOMIA,2373-MERCADO-PET-BRASIL-MOVIMENTA-BILHOES.aspx Imagem retirada de https://www.folhape.com.br/economia/economia/economia/2019/09/22/NWS,116910,10,550,ECONOMIA,2373-MERCADO-PET-BRASIL-MOVIMENTA-BILHOES.aspx

Cuidar de um animal de estimação virou assunto sério. Além de serem verdadeiros companheiros para os seres humanos, os bichinhos estão movimentando a economia de forma inesperadamente positiva. Só em 2018, o mercado pet do Brasil movimentou R$ 34,4 bilhões e assumiu a 2ª posição em faturamento no mundo. O ramo de alimentação, sozinho, respondeu por mais de R$ 15 bilhões. Em Pernambuco, o setor não deixa a desejar. No Nordeste, o Estado só fica atrás da Bahia em negócios. Os dados são do Instituto Pet Brasil (IPB).

Para este ano, o faturamento nacional deve atrair um montante de R$ 36,2 bilhões, o que representará alta de 5,4% sobre 2018. O Brasil já soma 162.148 estabelecimentos, a maioria esmagadora (93,3%) de cadeias de distribuição, ou seja, de pontos de vendas. O restante dos estabelecimentos é composto por indústrias (0,4%) e criadouros (6,4%). Somente no ano anterior, só o segmento de pet food teve participação de 46,4% no faturamento, seguido por vendas de animais (12,8%), produtos veterinários (11,1%), serviços gerais (10,2%), serviços veterinários (9,7%), pet care - higiene, beleza, equipamentos e utilidades - (5,1%).

Com uma população de aproximadamente 140 milhões de animais no Brasil, o setor vem se tornando um negócio promissor. De acordo com a analista do Sebrae-PE, Cândida Moreira, grandes lojas estão abrindo e expandindo em Pernambuco. “O segmento ultrapassou até o setor de beleza em relação a investimentos. Somente no Estado, a população de animais passa de 2 milhões”, detalha Cândida e ainda explica que com o envelhecimento dos brasileiros e a menor taxa de filhos por família, a tendência é que os animais de estimação estejam cada vez mais presentes nos lares brasileiros.

Tratados como filhos, os cachorros de raça Golden Retriever da terapeuta ocupacional Cássia Leôncio são a alegria da casa. De acordo com ela, os maiores gastos são os relacionados com a alimentação. “Procuro sempre comprar alimentos de qualidade. Por mês gasto cerca de R$ 800 somente com a compra de ração especial”, explica. Além de gastos relacionados à alimentação, o dono de um animal de estimação precisa estar atento às vacinas e remédios, entre outros serviços. Cássia leva seus animais para tomar banho toda semana, além de pagar para um profissional que diariamente passeia com os cachorros. “Poderia estar viajando ou comprando roupas, mas sem eles minha vida não teria a mesma alegria”, acrescenta Cássia.

Para a economista Andréia Engelsberg, o animal doméstico consegue extrair o que há de melhor no ser humano. “A gente se empolga e acaba comprando tudo e mais um pouco. É um amor muito grande e você quer dar o melhor para seu cachorro”, disse. De acordo com ela, para manter Dasha, uma Shih-tzu de seis meses, o valor mensal com gastos fixos sai em torno de R$ 300, com banhos, remédios anti-pulga, alimentação. “Além desses gastos, quando chega a época das vacinas, eu gasto por volta de R$ 500. Sem mencionar os mimos que a gente não consegue resistir e compra também”, conta.

E quem sonha em ter um bichinho deve ficar atento aos gastos que serão somados ao orçamento. Depois de alguns anos, o gerente comercial Marco Aurélio decidiu voltar a criar um cachorro. Numa loja de produtos para animais, em Boa Viagem, ele conta que os três filhos pediam muito para ter um cachorro. A raça escolhida foi a Lulu da Pomerânia. “Vamos buscar o cachorro que compramos. Mas antes precisamos adquirir produtos que vão sair em média por R$ 600”, explica, dizendo que ainda pretende fazer um plano de saúde para o animal, que custa de R$ 100 a R$ 300, a depender do contrato escolhido.

Abrir um negócio custa no mínimo R$ 30 mil

Segundo pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), indústria e comércio têm ido além dos artigos convencionais e investido em mimos como sorvete, geleia e até cerveja para os pets. Com quase 1.900 m², a mega loja Mundo Pet, em Boa Viagem, conta com uma variedade de mais de 12 mil produtos em suas prateleiras, além de serviços como medicamentos, banho e tosa, que proporcionam maior comodidade ao cliente.

De acordo com o proprietário, Luís André Bastos, o mercado pet é um setor emocional. “Quando há um sentimento de paixão, não existe limite para quem gosta. Hoje em dia, o pet não está mais no quintal de casa. Ele está no sofá da sala e na cama do dono”, detalha. Ainda segundo Bastos, o investimento para montar uma mega loja custa em torno de R$ 6 milhões. “Pernambuco é um dos principais estados do Nordeste. Por isso, é um espaço muito interessante para expandir o setor”. Montar um negócio nesse segmento tem sido cada vez mais interessante.

Com a economia ainda caminhando a passos vagarosos, o setor se mostra resistente. Em 2018, o varejo especializado registrou mais de 31 mil estabelecimentos. Os pet shops de bairros mantiveram forte domínio no mercado, com 25.125 lojas (79,6% do total). Com números atrativos, abrir um estabelecimento voltado para animais pode ser uma boa escolha. Foi o que pensou o proprietário da loja Rango do Pet, Valdenio Lopes, depois de analisar o mercado. A loja que fica em Piedade é considerada um pet shop de bairro. De acordo com Lopes, o investimento para abrir um estabelecimento desse tipo custa em média entre R$ 70 mil e R$ 100 mil, a depender do tamanho e a quantidade de serviços oferecidos.

Mas, para quem quiser montar apenas um pequeno empreendimento, o valor pode cair mais que pela metade. Para montar apenas um local para banho e tosa, por exemplo, o investimento custa em média R$ 30 mil. Ainda segundo Lopes, o investimento é recuperado após um ano, desde que na hora de montar o negócio, o empresário fique atento a alguns pontos, como localização, análise de mercado e ainda conta que é preciso um capital de giro suficiente para durar em média seis meses. E para atrair a clientela, Lopes conta com a companhia de Tobias, o cachorro mascote da loja. Trabalhando há mais de dois anos no pet, Tobias já chegou, inclusive, a ser o funcionário do mês.

O mercado ainda revela números positivos em relação a empregos. Estima-se que as vagas geradas pelo setor, considerando o setor formal e o informal, chegaram a aproximadamente 2 milhões no Brasil em 2018 e a maioria deles está concentrada nos criatórios. Destacam-se, ainda, os setores da indústria e o especializado, que compreendem postos de trablaho com maior qualificação e formalização - juntos, representaram mais de 110 mil empregos no ano passado.

fonte: Folha PE

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