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17/08/2016
O processo de resfriamento equivale a cerca de 15% do processo produtivo de ração animal, todavia essa é uma das etapas mais importantes que temos durante o processo de ração, nela temos que baixar a temperatura de 90ºC para aproximadamente 40ºC.
Anteriormente dizia-se que a temperatura da ração teria que chegar próximo aos 20-25º, mas com a tecnologia da aplicação de óleos e palatabilizantes, sabe-se que a ração com a temperatura próxima dos 40º ajuda na absorção desses ingredientes fazendo com que a ração esteja mais atrativa para cães e gatos.
 
 
Essa transferência de calor e feita de dois modos, a primeira é pela injeção de vapor no pré-condicionador da extrusora o que faz a matéria prima sair de 20ºC para 60-70º aproximadamente. O segundo ganho de temperatura acontece no canhão da extrusora através do atrito gerado entre produto x rosca(s) x canhão de extrusão, nesse ponto o produto chega aos 90-100ºC em poucos minutos. De uma forma geral, a ração sai da matriz com uma temperatura entre 80°C e 95°C, dependendo da fórmula ou matéria prima que está sendo extrusado.
O objetivo de resfriar é para que a temperatura deles fique numa faixa de 35-40º C e com isso chegue com uma temperatura favorável no aplicador de líquido e gordura. O resfriador trabalha utilizando a temperatura do ambiente, ou seja, o ar é puxado para dentro do resfriador. Por isso é importante que o ambiente de trabalho tenha uma troca regular de ar, que haja um fluxo nesse local para que ele não circule ar quente dentro do processo de resfriamento que poderia ocasionar a formação de condensado dentro do resfriador.
O resfriamento da ração é um processo dinâmico, que envolve a transferência simultânea de calor e de transferência de massa entre as partículas de ração e o ar de resfriamento. O resfriamento ocorre com o resultado de ambos resfriamentos evaporativo e de convecção. O evaporativo é a quando o ar consegue carregar partículas de água que estava na ração para o ar o que ajuda a baixar a umidade do produto e a resfria-lo. Já o resfriamento por convecção acontece através da diferença de temperatura dos pellets de ração e o ar juntamente com área de superfície de contato entre o pellet de ração e o ar que está circulando dentro do resfriador.
 
O desempenho do sistema de resfriamento é afetado por alguma variáveis, segue abaixo:
 
– Temperatura do Ar;
 
– Umidade Relativa do Ar;
 
– Quantidade de Ar que está passando pelo sistema.
 
– Temperatura do Pellet;
 
– Umidade do Pellet;
 
– Tamanho do Pellet;
 
– Densidade do Pellet;
 
Todo o sistema tem que estar dimensionado para trabalhar de acordo com o que está sendo produzido. Por isso é importante rever bem o projeto para saber se o resfriador em questão conseguirá suportar a produtividade da extrusora ou peletizador.
 
 
 
 
 
Muitas empresas costumam comprar uma parte dos equipamentos com uma empresa e a outra parte com outra empresa para poderem economizar na compra da fábrica, não há problema em fazer isso o problema é não passar os dados corretos para quem irá fornecer o resfriador ou um secador e depois esses equipamentos não trabalham a contento.
 
Os sistemas de refrigeração devem satisfazer várias exigências. Deve ser projetado para efetivamente resfriar uma gama de produtos através da remoção de calor e umidade suficiente para posterior manipulação ou armazenamento dos peletes. Mas, ele também deve ser capaz de fazer essas tarefas, evitando o ressecamento das rações ou a remoção de mais umidade do que o normal isso resultará na perda de peso do produto gerando prejuízos a empresa. Em algumas situações, resfriadores de contra fluxo pode ser equipado com trocadores de calor, aquecendo o ar de entrada e assim realizando uma secagem dos produtos.
 
O grande segredo do processo de resfriamento está na velocidade de passagem do ar dentro do sistema. Ele tem que ter uma velocidade muito alta para poder fluir entre os pellets de ração e com isso arrastar  o calor que está nele.
Existe já um calculo para achar a vazão necessária de ar por tonelada de ração a ser resfriado
  
Para 1000 Kg de ração são necessários 700 ft³/m à pé cubico/metro, trazendo para o sistema internacional de medidas temos:
 
1 ft³/m  =  1,7 m³/h
 
– 700 ft³/m x 1,7 m³/h = 1.190 m³/h de fluxo de ar para resfriar 1 Ton de ração. 
  
Logo se você precisa resfriar 25 ton/h de ração você vai precisar de um resfriador que forneça aproximadamente 30.000 m³/h de ar ou 500 m³/min.
O mais importante é ter em mente que todo o processo deve estar 100% operacional e trabalhando adequadamente.
 

O excesso de calor dentro das embalagens ocasionam condensados que levam a produção de mofos e bolores dentro das embalagens de ração comprometendo assim a sua qualidade.

 
                                  Fonte:  Site Irani Lima