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26/01/2017

Cláudia Guimarães, da redação

claudia@ciasullieditores.com.br

O mercado pet está em constante crescimento no cenário internacional e o Brasil apresenta uma participação considerável neste meio. O País é o quarto no ranking de população de animais de pets no mundo, com 132,4 milhões de pets. É neste horizonte que grandes marcas se expandem interna e externamente.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet, São Paulo/SP), as empresas que fabricam e vendem alimento completo para cães e gatos serão responsáveis por 67,5% do faturamento do setor em 2016, o que indica a importância do alimento pet no orçamento familiar. Ainda segundo a entidade, o Brasil se posiciona como o segundo maior mercado de pet food do mundo, facilitando o atendimento da demanda nacional e, também, proporcionando a possibilidade de investimento no comércio exterior.

O presidente Executivo da Abinpet, José Edson Galvão de França, conta que, no primeiro semestre de 2016, a indústria brasileira de produtos para animais de estimação exportou US$ 107,1 milhões (FOB). “Hong Kong foi o destino de maior volume de produtos exportados pelo Brasil, somando US$ 14,5 milhões”, revela. Em seguida, figuram países da América do Sul, respectivamente: Paraguai (US$ 13,8 milhões); Uruguai (US$ 8,4 milhões); Argentina (US$ 8,3 milhões) e Chile (US$ 7,9 milhões).

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Segundo França, objetivo é incentivar a exportação na cadeia pet brasileira

 

França diz que o volume obtido no período representa, no entanto, uma queda nas exportações. “De janeiro a junho de 2015, período avaliado para o balanço deste ano, o Brasil exportou mais de US$ 200 milhões em produtos para animais de estimação, de segmentos como pet food, pet care e pet vet”. Segundo ele, essas informações são compiladas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil, Brasília/DF). A Abinpet, em conjunto com a agência, lidera o Projeto Pet Brasil, que objetiva incentivar a exportação na cadeia pet brasileira.

No ano de 2016, a Royal Canin Brasil (Descalvado/SP) exportou alimentos pets para dois países da América Latina: Chile e Argentina, como conta o diretor de Supply Chain da marca, José Guidorizzi. “Os padrões de qualidade e boas práticas de fabricação da unidade fabril brasileira garantiram à Royal Canin, em 2015, a certificação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA, Brasília/DF) para exportar à comunidade da Europeia e da Rússia, regiões com barreiras sanitárias muito exigentes”, destaca.

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O diretor de Supply Chain da Royal Canin diz que 2016 marcou o início de exportação para a Argentina

 

O profissional revela que as demandas de exportações estão voltadas aos produtos best-sellers, ou seja, aqueles que, de forma geral, são carros-chefes de vendas e possuem alto giro no ponto de venda. “Eles vão desde alimentos para cães e gatos saudáveis, até alimentos coadjuvantes ao tratamento de doenças”, cita Guidorizzi e insere que as fórmulas dos alimentos da Royal Canin são iguais em qualquer lugar do mundo e, por isso, possuem boa aceitação. “Os consumidores – cães e gatos – não sentem nenhuma diferença entre um produto local ou importado”. O ano de 2016 marcou o início de exportação para a Argentina e o diretor afirma que este mercado foi responsável por 60% do volume exportado este ano. 

Expectativas para 2017. Quando questionado sobre as principais demandas que o Brasil recebe em relação aos produtos, o presidente da Abinpet esclarece que, quando se trata de alimentos completos, as principais procuras vêm da Ásia, Leste Europeu, América do Norte e América Latina. “É possível afirmar que os itens brasileiros concorrem em posição de igualdade, analisando a qualidade dos produtos, com os demais TOP 10 do mercado mundial”, considera e revela que as expectativas de exportação para o ano de 2017 serão divulgadas em março.

Até o momento, a equipe da Royal Canin tem a confirmação de exportações para o Chile durante todo o ano de 2017, com previsão de aumento de 35% do volume se comparado ao que foi exportado para este país em 2016. “Ou seja, são expectativas ótimas do ponto de vista de um País exportador”, pontua Guidorizzi e indica que, neste ano, as exportações representaram 20% do volume produzido na fábrica de Descalvado (SP).