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08/12/2015

A diversidade de cortes da tilápia produzida na região da represa de Três Marias (Minas Gerais) agrega valor ao produto, segundo o técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater, Belo Horizonte/MG), Carlos Augusto de Carvalho. “Antes, o produtor vendia apenas o filé e dispensava o resto do peixe”, diz. Entre os produtos mais vendidos na região estão o filé da tilápia processado e acondicionado em bandejas, cujos preços variam de R$ 18 a R$ 20 por quilo; o contra-filé, comercializado a R$ 8 o quilo; as tirinhas ou iscas, que custam R$ 7 por quilo; e o queixinho do peixe, parte próxima à cabeça do peixe, sem espinho, que está avaliado em R$ 10 o quilo.

Neste ano, as tilápias da região de Três Marias ganharam mais mercados, como Brasília, Goiás e São Paulo. Houve um aumento de 275 tanques-redes até novembro, de acordo com Carvalho. “No último trimestre, observamos uma pequena queda no consumo do brasileiro, que sentiu o peso da inflação e a renda mensal diminuir, mas com o alto preço da carne de boi, a carne branca se torna uma saída para o consumidor”, afirma.

Produtor de tilápia há cinco anos na cidade de Nova Morada de Minas, Olímpio Moura é prova desse cenário, já que viu sua produção dobrar em 2015. Mesmo tendo aumentado a escala para reduzir os custos, ele evidencia que existem suas dificuldades. “O reservatório da Bacia do Rio São Francisco está abaixando muito e isso gera altos custos, na verdade, a demanda está em crescimento, mas não sei se vai continuar assim”, conta. Na empresa em que ele é sócio, o filé da tilápia já está pelo menos 20% mais caro em relação ao ano passado, mas a venda do produto in natura se mantém.

O analista de Agronegócio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg, Belo Horizonte/MG), Wallisson Fonseca, avalia que 2015 foi um ano favorável para a agricultura em geral, inclusive para os pescados. “O ano foi um pouco difícil devido à escassez hídrica e pode ser que comprometa uma parte da produção, mas, ainda assim, os resultados devem ser positivos”, garante.

Fonte: Estado de Minas Impresso e CNA, adaptado pela equipe feed&food.

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Matéria Feed&Food