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11/12/2015
  • Produto em forma de “Cunha” (Wedging)

      Esse fenômeno ocorre quando o produto flui de maneira desuniforme através da matriz, sendo cortado mais fino de um lado do que do outro.

      A causa mais comum é quando o produto é retido parcialmente nas costas da faca, à medida que o conjunto de facas percorre a superfície da matriz.

      Se esse é o principal motivo, há três medidas à serem tomadas:

 

  1. Redução da espessura da lamina da faca, e/ou;
  2. Aumentar a velocidade das facas ao mesmo tempo em que se reduz o número de facas;
  3. Ajustar o ângulo de corte da lamina.

 

     O fenômeno de “ Cunha” também pode ser causado pelo produto fluindo mais rapidamente por um lado da matriz.  Em uma extrusora de rosca simples, a fluxo de saída do produto na periferia da matriz tende a ser mais rápido que na região central.

      Esse gradiente de velocidade radial pode ser resolvido criando um espaço morto entre o final da rosca cônica de saída e a face interna da matriz - é o que chamamos de “pré-expansão”.

        Aumentar um pouco a taxa de alimentação também pode ajudar, assim como incrementar a viscosidade do produto pela redução do extrato etéreo da massa à ser extrusada -  pois sempre é possível adicionar um pouco mais de óleo ou gordura por fora do pellet.

      O fluxo do produto também é afetado pelo desenho da matriz.

      Ao desenhar a matriz, o fabricante deve ter o cuidado de evitar cantos vivos, transformando-os em curvas mais suave, de maior raio. Encurtar a seção paralela de fluxo (chamada de “land lenght”) no lado da matriz de menor velocidade de fluxo também pode ajudar, mas não é uma solução viável / fácil de se fazer em uma matriz já pronta e tratada, e por isso não é usualmente adotada. 

 COBERTURA (COATING) DESUNIFORME

       Nem sempre é fácil identificar visualmente o problema. Muitas vezes as falhas de banho de óleo / flavor só se tornam perceptíveis quando aparecem problemas de queda de palatabilidade no produto.

      Falhas facilmente percebidas ou não, a primeira coisa a fazer é tratar adequadamente o líquido recebido, principalmente se esse for o óleo de frango ou peixe.

      Pouquíssimos fabricantes de pet food no mercado tem a sorte ou o poder de negociação para adquirir somente óleos de origem animal já centrifugados, no qual a maior parte das partículas sólidas em suspensão foram previamente removidas.

      Assim a primeira coisa a fazer é usar um ou mais sistemas de filtros no recebimento de óleo.

      A maior parte dos sistemas de aplicação de banho de óleo (coating) que vemos hoje nas indústrias ainda utiliza bicos de pulverização para essa tarefa, o que obviamente fica impossível se o líquido tiver grande quantidade de sólidos em suspensão.  

      Não é difícil de encontrar até pedaços de carcaça de aves nesses líquidos.

      Vejam abaixo foto do recebimento de óleo de frango em um pré-filtro. O produto estava de acordo com as especificações de acidez e sem rancificação, portanto aparentemente “pronto” para uso. O único problema é que seria impossível adiciona-lo através de um sistema padrão de pulverização sem pelo menos duas etapas de filtragem.

(imagem 1)

  Após a armazenagem, e já no tanque diário de serviço o problema pode persistir se não houver um ou mais filtros-cesta  antes da  bomba  que envia o produto para os bicos.

(imagem 2)


       O terceiro ponto crítico do processo é a MEDIÇÃO da quantidade de líquido adicionado.

      Se você não for um felizardo que tem um sistema de medição mássico (caro), e o seu conjunto de adição for por aferição volumétrica (muito mais comum), pode parecer óbvio, mas não se esqueça de multiplicar os litros da aferição pela densidade do óleo ..... a sua fórmula pede kg de óleo, e não litros  - a diferença é significativa.

      De qualquer modo, sempre recomendamos que ao invés de utilizar apenas o sistema simples de aferição em um balde, tenham pelo menos um medidor volumétrico de líquido, com contador resetável mecânico ou eletrônico.

      Lembre-se que se você medir o líquido por uma derivação na saída da bomba, essa medida nunca será a mesma do que ocorre na ponta do bico – isso em função da altura manométrica, dos trechos em curva da tubulação, e da perda de carga ocorrida também no bico.

      Para líquidos com viscosidade menor que 150 mpas (média/ baixa viscosidade), sugerimos a utilização de medidores de engrenagens ovais, câmara simples, na qual o corpo atua como câmara de medição. No caso de medidores eletrônicos, um sensor magnético ou indutivo é inserido em uma das tampas do medidor a fim de captar os pulsos gerados de acordo com a revolução do par de engrenagens ovais, ou seja: a quantidade de pulsos é proporcional à vazão.

      Recomendações adicionais:

 

  • Verifique a temperatura do líquido que está sendo adicionado: o produto tem que fluir;
  • Verifique se os bicos não estão sujos ou bloqueados;
  • Verifique se o formato do spray está correto (em leque ou cone);
  • Aumente o número de bicos e a capacidade da bomba, se necessário.

 

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