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09/09/2019
Imagem retirada de https://extra.globo.com/noticias/economia/saiba-como-ganhar-dinheiro-com-pets-23867237.html Imagem retirada de https://extra.globo.com/noticias/economia/saiba-como-ganhar-dinheiro-com-pets-23867237.html

O mercado pet é um dos poucos que não está em crise. Desde 2013, o faturamento cresce. No ano passado, foi de R$ 34,4 milhões e, em 2019, é esperado aumento de 5,4%. Se a expectativa se consolidar, o mercado pet terá alta de 49% em sete anos, segundo dados do Instituto Pet Brasil (IPB). Oportunidade não só para as empresas do segmento, mas também para quem deseja ganhar uma renda extra.

Nas plataformas Dog Hero e Pet Anjo, é possível se cadastrar para hospedar e passear com cães. Os interessados passam por uma seleção com análise de documentos e treinamento online. A estudante de biologia Rafaela Andrade, de 20 anos, mora com o namorado e ambos trabalham exclusivamente como passeadores pela Dog Hero. Com três passeios por dia, cinco vezes na semana, consegue faturar em torno de R$ 1200 mensais.

— Não é simplesmente colocar coleira no cachorro e ir para a rua. Precisamos entender o cãozinho e saber, por exemplo, como estimulá-lo com brincadeiras caso ele empaque — explicou.

Os donos podem acompanhar o passeio por GPS e contam com um seguro veterinário de até R$ 5mil. Na Pet Anjo, ainda há funções de pet sitter, em que o cuidador vai à casa do animal; e day care, quando o animal fica hospedado somente enquanto o dono trabalha. Os serviços também são oferecidos a gatos, coelhos e roedores.

É possível, ainda, trabalhar por conta própria. Mônada Kiin, de 47 anos, sempre gostou de cachorros e aprendeu sozinha a adestrá-los. Começou na função há dez anos e hoje fatura R$ 10 mil por mês, com a sua empresa Personal Dog 10. No entanto, há cursos para quem deseja ser adestrador, com duração média de três meses e custos a partir de R$ 1500.

— Me especializei em filhotes. Super nanny dos cachorros — brinca e conta: — Também ofereço passeio educativo. Os cães aprendem a socializar com crianças, a esperar o comando para atravessar a rua e a esperar sentado o dono fazer uma refeição em um restaurante, já que hoje há vários estabelecimentos pet friendly.

A confeiteira Tatiana Ferreira, de 47, também descobriu uma forma de renda no mercado pet: o serviço de buffet de comida natural para festas caninas. O kit básico, com bolo e cupcakes salgados, custa R$ 120.

— Tive uma cachorrinha que tinha problema renal e tive que cozinhar para ela por recomendação da veterinária. Um dia, uma amiga pediu para eu fazer um bolo para o cão dela. Pesquisei uma receita que pudesse adaptar e fiz um bolo de cenoura com cream cheese sem lactose, já que cães não podem comer doce. Hoje, organizo em torno de uma festa por mês — contou.
Roupas também agradam

Tatiana prova que não só de quebra-galhos se faz o mercado pet. Muitos serviços podem ser oferecidos por quem precisa conseguir um dinheiro extra.

— O mercado pet vem crescendo há muitos anos, pois os animais domésticos vêm sendo tratados como filhos e recebendo cuidados e agrados que antes eram reservados somente às crianças. Ainda há espaço para quem queer adaptar produtos e serviços para eles — diz Caio Moniz, analista do Sebrae/RJ.

As roupinhas, por exemplo, são itens tradicionais, mais procurados quando o clima esfria, para esquentar os bichinhos. Mas a moradora de Niterói Andréa Garcia, de 43 anos, arranjou um jeito de vender o ano inteiro.

— Temos que inovar, fazer coisas diferentes para poder vender. Fabricando roupa de cachorro, antigamente eu vendia muito no inverno, mas desenvolvi dois produtos que fizeram a diferença: roupa cirúrgica e sapatinhos. Para esses dois, não tem época ruim — diz.

Andréa vende roupas para cachorros há mais de 20 anos. Antes, conciliava com outro trabalho, mas, há cinco anos, passou a se dedicar exclusivamente a empreender
Confira as dicas

Primeiro passo
Segundo o Sebrae/RJ, o primeiro passo para quem precisa ter uma renda é pesquisar sobre o segmento. A dica é fazer visitas a petshops e lugares com concentração de donos de pets, para descobrir hábitos, necessidades, serviços e produtos que têm mercado.

Investimento
Para iniciar um negócio, é preciso bem pouco: nos casos de produção por encomenda, por exemplo, o fluxo de caixa é constante. Mesmo para pronta entrega, a produção no início pode ser bem tímida. Basta organizar corretamente os dias de fabricação e venda.

MEI
É possível se formalizar como cuidador de animais independente ou comerciante de artigos e alimentos para animais de estimação. O microempreendedor individual (MEI) contribui com até R$ 55,90 por mês e pode faturar até R$ 82 mil por ano. A medida garante direitos como aposentadoria por idade ou invalidez, auxílio-doença, pensão por morte e salário-maternidade. Site: www.portaldoempreendedor.gov.br.

Pet Anjo
No site Pet Anjo, cujo endereço é https://petanjo.com, o anfitrião escolhe quanto cobrar pelos serviços oferecidos. Os passeios podem variar de R$ 15 a R$ 45, por hora. Para uma pessoa ficar com o cão na casa do dono do animal, o valor é de R$ 30 a R$ 80 por hora. A hospedagem fica entre R$ 25 e R$ 120 por dia. O trabalhador fica com 70% do valor, o site retira uma comissão de 25% e 5% são para o gerenciamento dos serviços de pagamento.

A plataforma está presente em 150 cidades no Brasil e tem cerca de 8 mil profissionais cadastrados.

Dog Hero
No site DogHero, cuja página é www.doghero.com.br, os preços de passeios com animais são fixos: R$ 35 por hora, ou R$ 25 por meia hora, mas o anfitrião pode escolher o valor que deseja cobrar pela noite. A empresa, no entanto, retém 25% do montante pago pelo dono do PET.

O serviço de hospedagem da DogHero está disponível em mais de 750 cidades no Brasil, México e Argentina. Atualmente, há 72 mil cães cadastrados no Estado do Rio e 50 mil na cidade.

Por conta própria
Também é possível divulgar produtos e serviços de forma independente. Segundo Caio Moniz, analista do Sebrae/RJ, redes sociais — como o Instagram — são boas ferramentas. Uma dica para chamar a atenção é gerar conteúdo interessante para os donos de pets, envolver-se em campanhas de adoção de cães e gatos e demonstrar que os bichinhos são importantes para você, como cliente ou não.

fonte: Jornal Extra

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