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11/01/2016

Previsões da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) indicam que, em 2015, o setor atingirá R$ 17,9 bilhões em faturamento, um aumento de 7,4% sobre 2014. Entretanto, a projeção da produção de pet food deve sofrer queda de 8 mil toneladas (0,32%). Esse número não impede o crescimento estimado em 2,78%, o que significam 2,5 milhões de toneladas de alimento completo industrializado. Os dados foram contabilizados até setembro deste ano.

As exportações também foram afetadas. O setor deve encerrar 2015 com queda de 17,2% no seu faturamento internacional. A entidade prevê que negócios com mercados exteriores, que estavam em ascendência nos últimos dois anos, devem deixar de faturar os US$ FOB 497,4 milhões previstos e chegar aos US$ FOB 411,6 milhões.

Para a Abinpet, um dos maiores entraves ainda enfrentados é a carga tributária sobre o setor, que prejudica mais as classes C, D e E, nova frente consumidora responsável por impulsionar o mercado do alimento industrializado e, em decorrência, por 60% da arrecadação. A cada R$ 1 pago, R$ 0,50 são tributos como IPI, ICMS-ST, Pis/Cofins. Isso faz dos impostos 67% do faturamento do setor.

Entre os efeitos negativos do elemento tributário está a incapacidade de suprir toda a demanda do país. O Brasil tem uma demanda calculada em 7,3 milhões de toneladas de pet food, mas consegue abastecer o mercado com 2,5 milhões de toneladas, 34,5% do total ideal. Por isso, existe ainda um potencial de consumo de 4,8 milhões de toneladas.

Segundo o presidente executivo da entidade, José Edson Galvão de França, de maneira geral, o mercado pet registra alguns crescimentos, mas isso não reflete necessariamente um desenvolvimento real do setor. “Nos últimos anos, vimos a evolução da relação entre os seres humanos com seus pets e há um reconhecimento dos benefícios dessa interação para a saúde de ambos. Os animais de estimação são vistos hoje como parte da família e ninguém deixa um ser que ama sem itens fundamentais, como comida, banho, vacinas, etc”, afirma.

Galvão de França também elenca os ingredientes presentes na ração, que sofrem com ajustes inflacionários. “A composição desses alimentos é 95% de matéria-prima agropecuária, com elementos como milho, soja, arroz, trigo e carnes de aves, bovinos e peixes. O aumento do preço dessa matéria-prima acaba impactando no custo do produto, que precisa ser repassado ao consumidor final. Pode-se dizer que o crescimento do setor reflete uma pesada carga tributária e um aumento do custo da matéria-prima, que são repassados ao consumidor. É isso que realmente faz com que os números do setor registrem aumento”.

Número de pets

A região Nordeste é a que tem o maior número de gatos, com mais de 7.380 milhões desses animais, seguida pelo Sudeste, com cerca de 7.200 milhões. Cada uma delas representa 33% da população de felinos, seguidas pelo Sul (19%), Norte (8%) e Centro-Oeste (7%). Os cães estão concentrados no Sudeste (40%). A segunda maior região é o Sul, com 23%, seguida pelo Nordeste (20%), Centro-Oeste (9%) e Norte (8%). São Paulo é o estado com o maior número, mais de 10.550 milhões. Depois vêm Minas Gerais, com quase 6 milhões e, em terceiro lugar, Rio Grande do Sul, com cerca de 5,2 milhões.

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O Sudeste lidera o ranking de aves, com 40% da população nacional. Depois estão Nordeste (26%), Sul (21%), Norte (9%) e Centro-Oeste (4%). O Sudeste ainda concentra mais da metade dos peixes ornamentais do Brasil (63%). Em seguida, estão Sul (20%), Nordeste (7%), Norte (6%) e Centro-Oeste (4%).

É importante ressaltar que, entre todos os domicílios brasileiros localizados na área rural, 65% têm pelo menos um cachorro, enquanto que a proporção de lares com ao menos um cão na zona urbana é de 41%. Em média, há 1,8 cão por domicílio. No Sul, 58,6% dos lares, ou seja, 28.9 milhões têm esse animal, enquanto no Nordeste são 36,4%. Em 2013, 44,3% das casas brasileiras tinham esse pet.

Hoje, no mundo há 1,56 bilhão de animais de estimação. O Brasil permanece o 4º maior. Em primeiro, está a China, com 289 milhões, e depois vêm Estados Unidos com 226 milhões e Reino Unido, com 146 milhões. No entanto, somos o segundo em população de cães e gatos, atrás dos Estados Unidos (74,1 e 73,6, respectivamente) e o 10º no ranking de peixes ornamentais.

Mesmo com este contingente, em 2014 o País caiu uma posição no ranking mundial e está atrás dos Estados Unidos (41,8%) e do Reino Unido (6,5%), com 6,3% do mercado mundial, que movimentou U$ 100,4 bilhões, um crescimento de 4,1% sobre 2013. Em 2015, esta distribuição deve permanecer. A previsão é que os Estados Unidos tenham 41,7% do faturamento de U$ 104,4 bilhões, o Reino Unido 6,4% e o Brasil, 5,4%. A queda é devida à alta do Dólar sobre o Real.

Como se divide o Mercado Pet brasileiro

A maior fatia do faturamento nacional ainda é de Pet Food (alimentos, snacks e bifinhos), que chegará a 67,3% este ano, seguida por 17% de Pet Serv (serviços), 8% de Pet Care (equipamentos, acessórios e produtos de higiene e beleza) e 7,7% de Pet Vet (medicamentos veterinários).

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