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17/02/2021
Imagem: IciakPhotos, de envatoelements Imagem: IciakPhotos, de envatoelements

As temperaturas elevadas das últimas semanas exigem atenção e cuidado dos donos com seus pets na hora de alimentá-los. No verão, é necessário hidratá-los bem, tanto com dietas úmidas quanto sólidas.  O calor excessivo pode levar o animal à hipertermia (aumento da temperatura corporal), e também faz com que o apetite dos animais diminua; então, é normal que sintam mais sede. Os cães, por exemplo, só possuem glândulas de suor nas almofadas das patas, não podem transpirar por toda a pele. Portanto, no verão, costumam ficar mais ofegantes na tentativa de regular a temperatura corporal.

Durante a estação mais quente do ano, é altamente recomendado alimentar o animal de forma mais leve e variada. Veja alguns cuidados que a pesquisadora e zootecnista Karine de Melo Santos, da Special Dog Company, uma das maiores fabricantes de alimentos para cães e gatos do Brasil, recomenda ter com os pets:

Falta de apetite, aumento da ingestão de água
Os cães são incapazes de dissipar calor pelo suor, pois não possuem glândulas de suor pela extensão de seu corpo, como nós humanos. Além de ficarem ofegantes e com a boca aberta com maior frequência, outra maneira para manterem a temperatura corporal estável é através do aumento da ingestão de água em relação ao alimento.

Portanto, é necessário manter a água do pet limpa, fresca e com troca de ao menos duas vezes ao dia. No verão, é interessante incluir mais vasilhas pela casa, pois devido ao aumento no consumo, saliva e restos alimentares podem se acumular no recipiente, tornando a água imprópria. “Para estimular o apetite, deve-se oferecer a refeição em local fresco e ao abrigo do sol. No caso das pessoas que possuem raças específicas, animais de pelagem clara ou animais de pelo longo e volumoso, a recomendação é não os deixar expostos ao sol,” orienta a Zootecnista, Karine de Melo Santos.

Alimentação
Quando os donos diminuem a quantidade de alimento requerido pelo animal durante esse período mais quente, é importante estar atento com a reação do cão, evitando malefícios à nutrição.  Ou seja, a redução da porção diária pode acabar estimulando um déficit calórico e nutricional desnecessário para um comportamento que deva ser apenas pontual.

De acordo com a zootecnista, “dividir a quantidade total de alimento em pequenas porções, pode ser uma maneira de auxiliar na ingestão através do controle do calor metabólico durante o clima quente."

Alimentação úmida
Os alimentos úmidos são uma ótima opção para aumentar a ingestão de água e auxiliar na hidratação dos cães e gatos. Isso porque esses alimentos possuem em sua constituição por volta de 80% de umidade, seja na forma de sachê ou patê. Podem ser ofertados como alimentos completos, em substituição 100% ao seco, ou em mistura com o alimento seco.

Frutas
Oferecer frutas para o pet também é uma alternativa para auxiliar na redução dos efeitos do clima quente. Melancia e melão são ótimas opções pois são ricas em água e contém menor densidade calórica, assim como morango, mamão, maçã e pera. Outras opções para os pets são a banana, manga, pêssego e coco. A água de coco também pode ser uma alternativa refrescante e nutritiva. Muitas pessoas acham que frutas cítricas como kiwi, laranja, abacaxi, tangerina fazem mal por elevar o pH estomacal e desencadear gastrites e isto não é verdade. Cães e gatos possuem pH estomacal ainda mais ácido que o ser humano. Elas são contraindicadas apenas para animais que já apresentem gastrites.

O ideal é sempre retirar os caroços e/ou sementes das frutas, pois algumas podem ser tóxicas, como no caso da maçã e ameixa. E, dependendo do tamanho da semente e do animal, pode levar a engasgos e asfixia. Atenção: nunca se deve oferecer uva, carambola e abacate pois são tóxicas para os pets.

Vale ressaltar que frutas são ricas em carboidratos e em excesso também podem favorecer o ganho de peso. Por isso, devem entrar na categoria de petisco, não ultrapassando 10% das calorias necessárias em um dia.

“Não esquecer de que antes de introduzir qualquer alimento que o pet não esteja acostumado, deve oferecer em pequenas quantidades inicialmente, para adaptação do trato gastrointestinal, sempre observando possíveis alterações gastrointestinais, como amolecimentos das fezes.”

Sorvete caseiro
Sob o ponto de vista técnico, o alimento úmido é a alternativa mais saudável para fazer sorvete caseiro, pois não só existem diversos tipos de alimentos úmidos completos disponíveis para compra, mas também são altamente palatáveis.

Para isso, é necessário diluir ou não o sachê com um pouco de água e colocar em forminhas de gelo ou em copinho plástico descartável. Após congelar, é só retirar do recipiente e oferecer para o pet.

“Outra opção refrescante e divertida, é utilizar o patê para rechear brinquedos do tipo mordedor (com dispenser para petisco) e levar ao congelador. Esse é um ótimo enriquecimento ambiental, pois a tentativa de retirar o alimento de dentro do brinquedo traz satisfação e gasto de energia, melhorando o conforto térmico, a sensação de saciedade e a ansiedade”, indica a zootecnista.

Água
Em cães e gatos, a perda de água ocorre na respiração, fezes e urina. Apesar de ser essencial, a água não possui um local de estoque no organismo, por isso precisa ser reposta diariamente e na quantidade certa. Animais que bebem pouca água podem predispor as doenças do trato urinário, muito comum em gatos. Já animais que ingerem muita água, podem estar sinalizando a presença de doenças endócrinas como a diabetes. Em temperaturas acima de 30ºC o consumo de água pode aumentar de 20% a 30%.

A necessidade de água diária de cães e gatos é por volta de 60 ml a 70ml por quilograma de peso corporal do animal, ou seja, um cão de 10Kg precisa ingerir de 600 a 700ml de água por dia e um gato de 3Kg precisa ingerir de 180 a 210ml de água por dia. Lembrando que esses valores seriam incluindo a água ingerida pela dieta, que pode variar de acordo com sua composição. A ração seca, por exemplo, contém em média 10% de água e estudo recente mostrou que níveis mais elevados de proteína bruta e sódio nessas dietas, podem estimular o consumo de água em gatos.

Uma maneira simples de ensinar o tutor a calcular a ingestão hídrica pelo pet, é conhecer o volume de água que cabe no pote e quantas vezes foi renovado. Anote o quanto foi fornecido no dia e subtraia da quantidade restante no pote e terá a quantidade de água ingerida (sem descontar possível evaporação). “Outra forma, é encher uma garrafa de volume conhecido e ir adicionando ao longo do dia a partir dela. Dessa maneira, você saberá o volume fornecido”, finaliza Karine de Melo Santos.

fonte: ABC do ABC