• Telefone: +55 16 3934-1055 / +55 16 3615 0055
  • E-mail: ferraz@ferrazmaquinas.com.br
23/11/2018
Imagem retirada de https://www.destakjornal.com.br/pet/detalhe/voce-sabe-para-que-serve-a-racao-do-seu-pet Imagem retirada de https://www.destakjornal.com.br/pet/detalhe/voce-sabe-para-que-serve-a-racao-do-seu-pet

Você já parou para pensar no que você serve para o seu pet? Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o Brasil tem a segunda maior população de pets do mundo, com 22,1 milhões de gatos e 52,2 milhões de cães). A maioria (58%) é alimentada com ração industrializada.

Oferta é o que não falta. Tem ração tradicional, vegetariana, vegana e para dietas específicas. Porém, nem todos os tutores sabem sobre as diferenças dos produtos disponíveis no mercado.

A veterinária Carolina Rocha, fundadora da Pet Anjo, alerta e que cada animal tem necessidades diferentes e os donos devem sabe quais são elas para "que a alimentação seja balanceada e consiga nutrir o animal de acordo com suas particularidades".

Ração tradicional
Segundo a especialista, a ração tradicional é a mais consumida e uma ótima forma de alimentar o pet, se feita com opções de qualidade. A preocupação com o uso de transgênicos e com os casos de câncer relacionados ao consumo a fez perder espaço nos últimos anos. Mas, segundo Carolina, os produtos de boa qualidade são adequados.

"Muita gente acha que ração é um veneno, mas é, sim, um produto nutricionalmente adequado e balanceado. Claro que existem tipos de ração. Alguns melhores e outros piores, mas não é algo ruim para o animal", afirma.

A veterinária listou algumas das rações mais utilizadas e descreve suas características. Confira:

Econômica
São produtos de baixa qualidade nutricional, mas muito vendidos por conta do preço. Geralmente seus componentes têm origem vegetal e não animal. A proteína, nesse caso, vem da soja, que não é tão boa para o pet

Standard
Tem um preço também acessível, mas é um pouco mais cara que a econômica. Carrega uma pequena quantidade de componentes de origem animal, entretanto, na maioria das vezes, são subprodutos como a farinha de carne e a gordura animal, proteínas que não vêm das melhores partes da carne, ressalta Carolina.

Premium
É mais cara, mas o custo benefício é melhor, pois tem componentes de origem animal, é mais digerível e o pet não perde tantos nutrientes

Super Premium
São as melhores do mercado e, consequentemente, mais caras, pois usam carnes bovina, ovina e suína. Tem um valor proteico mais adequado porque, em vez de usar subprodutos (farinha de carne e gordura), é feita com a própria carne. É boa para a digestão: o bichinho come menos e produz menos fezes. Dentro dessa categoria, há rações terapêuticas para algumas doenças, como problemas renais ou crônicos, para idosos, animais castrados, opções light ou para raças específicas, por exemplo

Vegetariana ou vegana
Tendem a oferecer ao animal uma ração que tenha mais a ver com o estilo de vida dos tutores. Para Carolina, é fundamental que essa composição seja balanceada, de acordo com o porte, a saúde, a raça e o comportamento do animal. Um veterinário da área de nutrição animal deve acompanhar a saúde e as necessidades do bichinho

Alimentação com base em carnes
Podem ser dadas aos pets, com certeza. Porém, Carolina alerta para os riscos da ingestão doe alimento cru. A presença de microorganismos em carnes mal manipuladas e conservadas pode ocasionar problemas intestinais no bichinho. A veterinária recomenda congelar a carne antes de oferecê-la pode combater as bactérias

Dieta low carb
Esse tipo de alimentação não é recomendada para todas as raças de cães. A ingestão dessa dieta vai depender da fase de vida em que o animal está e da necessidade nutritiva dele. Carolina reitera que "ele pode precisar de uma carga de carboidratos maior e, além disso, vai depender da rotina. Se é um cão muito esportista ou ativo, talvez precise dessa maior quantidade de energia de fácil utilização, que é atingida pelo consumo do carboidrato". A veterinária diz que os cães e gatos carecem de alguns aminoácidos que só estão presentes em proteínas animais, portanto, dietas que tenham como base grão de bico, soja ou algas marinhas não são suficientes para suprir a necessidade do animal

fonte: Destak