UTILIZAÇÃO
DO FARELO DO ALGODÃO, EM SUBSTITUIÇÃO
AO FARELO DA SOJA, NA NUTRIÇÃO DO
TILÁPIAS DO NILO
(OREOCHROMIS NILOTICUS) NA FASE DO RERMINAÇÃO
EM LAGOS REDE |
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| 1- INTRODUÇÃO |
Farelo de soja
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mais utilizado nas rações
para pescados
-
protéico vegetal de maior custo
nas fórmulas
-
desejável perfil de aminoácidos
para pescados
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Milho e Soja
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- Inclinação de elevação
dos preços mercado mundial ( Etanol
)
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Sucedâneos para Farelo de Soja
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diminuir dependência deste ingrediente
-
alternativa de redução do
custo de fórmula
-
preservar o desempenho zootécnico
dos pescados
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Farelo de Algodão ( com bom potencial
)
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volume atualmente produzido ( 3º mais
produzido )
-
mais palatável para peixes
-
custo por unidade de proteína inferior
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ICAC-2001/02 para 2006/07= + 23%
-
menores teores de gossipol
-
baixos níveis de metionina e lisina.
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Tilápia do Nilo
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cadeia produtiva consolidada
-
terceira espécie mais cultivada
no mundo
-
desejáveis características
organolépticas
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Fase de Terminação
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consumo de ração é
mais elevado
-
proporcionar melhores retornos econômicos
-
eficiência de utilização
dos nutrientes é menor
-
ausência de pesquisas nesta fase
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Sistema
de Tanques-Rede
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modo eficiente e vantajoso de se cultivar
peixes
-
os peixes não possuem alimentação
oportunista
-
proporciona bom arranjo experimental
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Ração para Aqüicultura
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SINDIRAÇÕES 2005, 145 mil
toneladas de ração para peixes
-
25% de farelo de soja= 36mil/ton./ano
-
ração para camarões
= 125mil.ton.
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| 2- MATERIAIS E MÉTODO |
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As dietas
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quatro toneladas de cada dieta em um único
dia
-
mistura dos ingredientes a extrusão
Rações Kero
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isoenergéticas e isoprotéicas
( 3000 Kcal e 32% de PB )
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T1 = 0% F..Algodão e 30% F. Soja
-
T2 = 10% F. Algodão e 20% F. Soja
-
T3= 20% F. Algodão e 10% F. Soja
e,
-
T4= 30% F. Algodão e 0% F. Soja
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Os peixes e o
Povoamento inicial
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O local da Pesquisa
e o Manejo Alimentar
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Tupi Aqua-Farms- Chavantes-Rio Paranapanema
– Estado de SP.
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piscicultura 300TR distribuídos
em quatro linhas ( cabos de aço )
-
arraçoamento de 4 x ao dia ( 8h,11h,14h
e 18h)
-
a ração de cada tratamento
previamente pesadas, por refeição
-
cada unidade experimental placa de identificação
quantidade de ração por trato
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Taxa de Arraçoamento
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de 0,300 e 0,400 kg receberam 4% de ração
-
de 0,400 e 0,500 Kg 3% de ração
-
de 0,500 a 0,700 Kg 2% de ração
-
acima de 0,800 Kg receberam 1,5% de ração
-
quantidade ajustadas semanalmente de acordo
com projeções de ganhos de
peso
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A duração de Pesquisa e o Delineamento
Experimental
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iniciou-se em 21/12/2.006 e foi finalizada
em 22/02/2.007 ( 64 dias )
-
delineamento experimental inteiramente
ao acaso, com estrutura de tratamento
unidirecional constituído de quatro
níveis de inclusão de Farelo
de Algodão
( 0,10,20 e 30% ) com quatro repetições.
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Análises Estatísticas
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Os dados foram analisados no PROC GLM
do SAS por meio da técnica de análise
de co-variância, utilizando-se o
peso inicial como co-variável,
seguida de contrastes por polinômios
ortogonais e obtidas as equações
de regressão pelo método
dos quadrados mínimos.
-
Adicionalmente , as médias dos
tratamentos foram comparadas por meio
do teste de Tukey
-
Os valores de máximo ganho de
peso, sobrevivência , ganho em biomassa
e mínima conversão alimentar
foram obtidos após a derivação
das equações de regressão
e o cálculo das raízes dos
trinômios de segundo grau.
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A pesagem final
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-
jejum de aproximadamente 20h
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pesagem total dos peixes, perfazendo um
montante de 9.920 Kg
-
sedados em solução de benzocaína
0,15 g/L
-
transferidos, em número de 15 a
20 indivíduos , para sacolas
-
pesados em balança digital ( Rapala
) com capacidade para até 25 Kg
-
contagem e a soltura em outro tanque-rede
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| 3- RESULTADOS
E DISCUSSÕES |
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Parâmetros Físico-Químicos
da Água
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-
temperatura da água próximo
aos tanques variou de 26,0± 2,0ºC
-
a concentração OD foi de
6,0± 1,5 mg/L
-
pH variou entre 6,9 a 7,3
-
( Boyd 1.990 )
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Tabela de resultados Médio ( Tukey )
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Ganho de peso
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-
apresentou diferença significativa
-
T3 obteve um ganho significativamente
superior ao T1e T4
-
do T1 para o T3 os ganhos de peso foram
crescentes, enquanto que do T3 para o T4
houve um acentuado decréscimo de
ganho
-
o ponto de máximo ganho foi o nível
21,24 de inclusão de Farelo de Algodão
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Discussão GP
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-
emprego de 20% de Farelo de Algodão
é tecnicamente recomendável,
-
maior ganho de peso= menor tempo para
se atingir o peso de abate
-
decréscimo no GP com a inclusão
30%= limites
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Conversão Alimentar
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-
melhor performance do T3, apesar de não
ter sido estatisticamente diferente do
T1 e T2
-
no caso do T4 observa-se que ele foi estatisticamente
inferior ao T3, porém
igual ao T1 e ao T2
-
ponto onde está variável
apresenta melhor desempenho foi estimado
em 20,86%
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Discussão CA
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-
média de 1,9 para CA considerada
alta
-
tendência de melhores valores próximo
a 20% (não diferiram estatisticamente)
-
cultivos de peixes de modo ambientalmente
sustentáveis
-
menores conversões alimentares
implicam em um menor consumo de ração
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Sobrevivência
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-
T2 apresentou uma maior mortalidade, porém
o T3 não diferiu do T1 e o T4 não
deferiu do T1 e o T4 não diferiu
do T3.
-
T3 não diferiu do tratamento com
a ração “ testemunha
“ ( T1 )
-
o ponto onde está variável
apresenta melhor desempenho foi em 23,18%
|
| |
Discussão Sobrevivência
|
-
correlação entre maior sobrevivência
com melhores desempenhos zootécnicos,
sendo que o inverso também é
verdadeiro
-
estatisticamente o valor médio
do T3 não diferiu do T1, entretanto,
o maior número
-
de sobreviventes do T3 contribuiu para
a formação de uma biomassa
maior
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Ganho de biomassa
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-
o T3 foi significativamente superior ao
T2 e T4, e igual ao tratamento “ testemunha
“
-
o ponto onde esta variável apresenta
melhor desempenho foi estimado no nível
21,79%
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Discussão
GB
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-
apesar de estatisticamente o T3 não
ter diferido do T1 observa-se que do ponto
de vista econômico, para a referida
pesquisa, houve e uma notória diferença
-
quando comparado com o “ testemunha
“ o T3 teve maior número
de sobreviventes e maior ganho de peso
médio= maior biomassa
-
menor consumo de ração
e maior produção de Biomassa=
maior receita para o Produtor
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Ganho de Peso Dia
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-
comportamento estatístico é
o mesmo do ganho de peso
-
-
igual ao ganho de rações
comerciais para esta fase
-
constata-se com isso que as dietas utilizadas
para esta pesquisa estavam formuladas
em concordância com os padrões
comerciais
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Economicamente, é viável o uso
de Farelo de Algodão para Tilápias
?
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A
pesquisa mostrou que a vantagem maior em se utilizar
Farelo de Algodão nas rações
para Tilápias não está na
redução do custo de fórmula
( considerando as devidas suplementações
de lisina e metionina ),m as sim no input de produtividade
, conforme observado para o tratamento 3.
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Houve alteração do sabor ou da
cor do filé em função dos
diferentes níveis de inclusão
de Farelo de Algodão ?
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-
ITAL Instituto de Tecnologia de Alimentos
de Campinas –SP
-
resultados preliminares mostraram que
não houve qualquer diferença
tanto no sabor quanto na cor do filé
-
Índice de aceitação
e recomendação do produto
esteve acima de 90%
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Estimativa dos
Melhores Níveis de Inclusão (
Análise de Regressão )
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Ganho de Peso= 21,24% de Farelo de Algodão
-
Conversão Alimentar= 20,86% de
Farelo de Algodão
-
Sobrevivência = 23,18% de Farelo
de Algodão
-
Ganho em Biomassa = 21,79% de farelo de
Algodão
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| 4- CONCLUSÕES |
Conclui –se
que para a Tilápia do Nilo na fase de terminação
em tanques-rede a inclusão de níveis
próximos a 20% de Farelo de Algodão
na dieta, com a devida suplementação
de metionina e lisina para a espécie, é
tecnicamente viável. Destaca-se ainda que
inclusões maiores do que esta quantia pode
ocasionar um decréscimo no desempenho.
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PQC
Fábio Rosa Sussel
Coordenador
PQC Fernando
André Salles
PQC Giovani Sampaio Gonçalves
Colaboradores
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