De
acordo com o diretor executivo do Sindirações,
Ariovaldo Zanni, entidade sediada em São
Paulo (SP) e representante do setor Brasileiro
de nutrição animal, é necessário
considerar diversos elementos para encontrar o
equilíbrio, agravado pela atual turbulência
financeira que acomete diversos setores, incluído
o setor de alimentação animal.
Para ele, os diversos representantes
da indústria de proteína animal
devem ajustar-se ao compasso da cadeia de produção
e justifica afirmando que o discurso das entidades
é comum, falta, contudo, diálogo
entre elas.
A especulação financeira
prejudicou sobremaneira o desempenho do agronegócio
global. Atualmente, a amplitude da variação
cambial tem atrapalhado as negociações
entre quem compra e quem vende. “A indefinição
do câmbio atrasa o desenvolvimento dos negócios”,
define.
Não o bastante, Zanni
enfatiza outras razões que tem prejudicado
o bom desempenho e lista: a escassez perene dos
insumos agropecuários; as barreiras ao
fluxo de mercadorias; o crescente protecionismo
de países que fecham fronteiras comerciais;
o ressurgimento da xenofobia, gerando aversão
aos estrangeiros por conta da diminuição
da oferta de emprego local, dentre outros.
Outro alerta do executivo é
a flagrante divergência nas ações
da iniciativa privada e o setor público.
Ele crê que o caminho mais curto seria ambos
investirem nas discussões com objetivo
de convergir interesses comuns, ou seja, criar
mecanismos não burocráticos para
fomento da segurança alimentar no mercado
doméstico e garantir a competitividade
do Brasil no cenário internacional.
Ademais, o contingenciamento
orçamentário do governo represa
os recursos necessários à fiscalização
eficiente que pode incentivar práticas
informais por parte dos oportunistas.
No tocante ao consumidor final,
ele acredita que a cada dia este estará
mais seletivo diante da eventual diminuição
da renda.
Mesmo diante dos tantos desafios,
Zanni informa que em 2008 o setor produziu 59
milhões de toneladas, crescimento de 10,2%
comparado com o ano anterior, quando a indústria
registrou 53,5 milhões de toneladas. (Confira
a produção por segmento na tabela
abaixo).
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