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ARTIGOS TÉCNICOS |
PRODUÇÃO
MUNDIAL DE PESCADO CONTINUA ESTÁVEL |
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Relatório
da FAO/ONU demonstra mínima alteração
do patamar produtivo na última década.
Apesar do resultado, organização
dá sugestões para aquicultura e
pesca responsáveis |
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Se
observado o número da população
de espécies sobre-explotadas, esgotadas
e em recuperação, o estado dos recursos
pesqueiros marinhos se manteve estável
nos últimos 15 anos. Dados obtidos em 2007
revelam que aproximadamente 19% da população
total estava sobre-explotada, 8% esgotada e 1%
em recuperação. As informações
constam no relatório O Estado Mundial da
Pesca e Aquicultura (The State of World Fisheries
and Aquaculture – SOFIA), publicado no início
do ano.
Desde 2 de março de 2009, o Brasil é
o 38.º Estado a aderir ao acordo da Organização
das Nações Unidas para Agricultura
e Alimentação (FAO/ONU), que incentiva
a realização da pesca preocupada
com a conservação e com a gestão
dos recursos em alto-mar. Realizada em Roma (Itália),
a 28.ª Sessão do Comitê de Pescado
da FAO contou com a presença do ministro
da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca
(Seap), Altemir Gregolin, que apresentou formalmente
o pedido de inclusão. O acordo é
um dos poucos que regulam as atividades pesqueiras
em águas profundas internacionais. Segundo
Gregolin, o ato representa o compromisso do governo
brasileiro com a sustentabilidade no setor.
O anúncio ocorreu no evento, que contou
com representantes de mais de 80 países
concentrados em debater, sobretudo, o SOFIA. O
diretor-geral adjunto de pesca da FAO, Ishiro
Nomura, afirmou: “Felicitamos a participação
brasileira e esperamos que outros países
sigam esse exemplo. Com a adesão de cada
novo país ao acordo, aproximamos o setor
da meta de garantir que todo barco especializado
na pesca em alto-mar realize a atividade de forma
responsável, assegurando o uso sustentável
dos recursos pesqueiros marinhos”.
O estudo apresenta sugestões estratégicas
que visam a uma pesca e aquicultura responsáveis
e sustentáveis, em resposta às mudanças
climáticas, aos altos preços de
combustíveis e ao baixo nível de
vida das populações de muitas comunidades
envolvidas com o setor. Sobre a questão
do clima mundial, um dos autores do relatório,
Kevern Cochrane observa: “Ainda que nem
sempre sejam aplicadas, as melhores práticas
já colocadas no papel oferecem ferramentas
claras e provadas para aumentar a resistência
da pesca ao câmbio climático. Portanto,
a mensagem aos pescadores e às autoridades
pesqueiras é clara: alinhem-se às
boas práticas existentes, como aquelas
incluídas no Código de Conduta para
Pesca Responsável da FAO, e terão
dado um passo importante para mitigar os efeitos
da mudança climática”.
Segundo o relatório, a pesca de captura
no mundo produz anualmente em torno de 95 milhões
de toneladas. A produção mundial
de pesca manteve-se estável na última
década, com exceção da captura
de anchova – espécie extremamente
suscetível às oscilações
marítimas criadas pelo fenômeno climático
El Niño –, que sofreu grande flutuação.
A anchova é, sobretudo, utilizada para
fabricar farinha e óleo.
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| Usos do pescado no
mundo em 2006 (em toneladas) |
Fins não alimentícios |
Produtos comercializados frescos |
Congelados |
Curados |
Enlatados |
| Total mundial |
33.000.000 |
54.000.000 |
28.000.000 |
17.000.000 |
12.000.000 |
| Países desenvolvidos |
6.000.000 |
1.000.000 |
12.000.000 |
7.000.000 |
3.000.000 |
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Em
decorrência da oscilação da
pesca de anchova na costa da América do
Sul, a produção mundial de farinha
de peixe flutuou nas últimas décadas
entre 5 e 7 bilhões de toneladas. Da produção
total, 60% é destinada à aquicultura,
mas o setor avícola está diminuindo
rapidamente o uso da farinha na alimentação
dos frangos. A produção de óleo
de peixe foi elevada em 2007, no entanto, apesar
da grande produção, o preço
do produto atingiu o número recorde de
US$ 1,7 mil por tonelada no início de 2008.
O crescimento é considerado expressivo,
se considerarmos que no ano anterior ele atingiu
a cifra de US$ 915 por tonelada.
O aumento do preço da energia e dos alimentos
ocorridos em 2007 – que continuou em 2008
–, somado à ameaça anunciada
pelas mudanças climáticas, fornece
dados para que as futuras análises contemplem
possíveis mudanças na produção
da pesca e da aquicultura. A elevação
dos preços de alimentos básicos
pode estimular a produção do setor.
E o cenário é favorável à
aquicultura de baixa intensidade e à pesca
artesanal em baixa escala. Já a produção
com uso intensivo de energia não terá
futuro tão promissor, diz o relatório.
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Aquicultura |
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Pelas
estatísticas da FAO, a aquicultura cresce
em ritmo mais acelerado do que qualquer outro
setor de alimentos de origem animal, superando
até o aumento populacional. A China é
líder, ao representar 67% da produção
mundial em quantidade e 49% em valor. No país,
90% da produção de peixes para alimentação
provém da aquicultura. Em 1970, a aquicultura
correspondia a 3,9% em volume. Ela chegou a 2006
com uma participação de 36% do total.
Se for analisado somente o que foi produzido com
destino à alimentação, o
cultivo chega a 47%.
No compasso atual, a FAO acredita que a aquicultura
supere a pesca como fonte de alimentação.
Entretanto, o crescimento atual da aquicultura
está mais lento quando comparado às
décadas anteriores. De acordo com o estudo,
a causa está relacionada à maior
preocupação e interferência
de governos de alguns países com o manejo
e com qualidade do pescado produzido. Algumas
saídas viáveis para isso podem ser
obtidas com a implementação de técnicas
orgânicas para uma aquicultura sustentável,
tanto no âmbito econômico, quanto
no ambiental.
A desinformação sobre o processo
de produção da aquicultura pode
desacelerar futuramente seu crescimento, segundo
o documento. Para solucionar o problema, a FAO
definiu diretrizes aos criadores, no que diz respeito
à saúde e ao bem-estar dos animais,
segurança e qualidade dos alimentos, integridade
do meio ambiente e responsabilidade social. Assim,
a meta é tranquilizar os produtores, os
consumidores e a sociedade em geral, com relação
à qualidade e à segurança
dos produtos e, portanto, servir como instrumento
de apoio à aquicultura sustentável
e responsável.
A aquicultura orgânica tem potencial crescente
como forma de produção. Alguns consumidores,
defensores ambientalistas e empresários
têm preferência pelo uso dessa técnica.
Conforme o relatório, as razões
dessa preferência referem-se à redução
da exposição das espécies
aos produtos químicos provenientes do solo,
do ar, da água etc., à proteção
aos lençóis freáticos e à
diminuição da erosão do solo,
que, por consequência, não diminui
sua fertilidade. Na produção orgânica
é proibido o uso da engenharia transgênica.
A mutação gênica continua
sendo ponto de controvérsia em debates.
No relatório, pouco se discorre sobre a
questão. Alguns defendem que os transgênicos
servem como catalizadores na melhoria do rendimento
na produção. No entanto, não
existe acordo no que se relaciona à regulamentação.
Outros grupos da sociedade querem a proibição
total e outra parcela defende uma demarcação
obrigatória nas embalagens dos produtos.
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Produção
da pesca |
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Após
o crescimento registrado em 2004, a produção
pesqueira alcançou estabilidade em 2005,
mas, em 2006, registrou queda de 2,2 milhões
de toneladas com relação ao ano
anterior. A pesca em águas continentais
aumentou significativamente em 2005 e 2006, enquanto
a pesca marinha sofreu retração
e atingiu, em 2006, o número de 81,9 milhões
de toneladas. Desde 1994, foi a terceira menor
produção em quantidade.
Alguns grupos de espécies aumentaram a
produção em 2006, caso dos bonitos
listrados, dos tunídeos, das ostras, dos
mexilhões, dos caranguejos e das lagostas.
Já a produção de robalo decresceu
em 2006. A produção mundial da pesca
em águas continentais ultrapassou 10 milhões
de toneladas pela primeira vez. A Ásia
foi praticamente o único continente que
inflou os números e dominou dois terços
da produção. No entanto, a credibilidade
dos dados é passível de questionamento,
apesar do aperfeiçoamento das pesquisas
ocorrido em diversos países. Segundo o
relatório da FAO, acredita-se que a China
possa adulterar alguns números. Já
a África produz quase um quarto do total,
apesar da queda de 2,7% em 2006, na comparação
com o ano anterior. Ainda assim, o número
é positivo se observados os últimos
dez anos. No continente americano, ocorreu redução
em relação a 2004, caso oposto ao
europeu.
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Pescadores
e aquicultores |
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Segundo
dados da ONU, em 2006, 43,5 milhões de
pessoas trabalhavam no setor – 34,8 milhões
se dedicavam à pesca, enquanto a aquicultura
contava com 8,6 milhões. Desse total, 86%
vivem na Ásia. Na China, 8,1 milhões
de pessoas trabalham com a pesca e 4,5 milhões
com a aquicultura.
Em países industrializados, como os europeus,
os jovens ingressantes no mercado de trabalho
não se interessam pela pesca marinha. Para
esses, o trabalho no continente pode representar
salários e condições de vida
melhores que as oferecidas a bordo de um barco.
Em resposta, empresas pesqueiras têm procurado
mão de obra oriunda de outras nações.
Aos poucos, trabalhadores de países não
desenvolvidos estão ocupando o espaço
dos antigos pescadores locais. As mulheres têm
maciça presença no setor pesqueiro
em países não desenvolvidos. Apesar
de elas dificilmente entrarem em embarcações
em alto-mar, elas estão presentes na confecção
de redes, cestos, vasos etc., e na participação
ativa no cultivo das espécies aquáticas.
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Importação
e exportação |
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O
relatório indica que a exportação
mundial de pescado e de produtos pesqueiros chegou
aos US$ 85,9 bilhões, em 2006. Dados recentes
indicam um aumento em 2007, estimado em números
totais de US$ 92 milhões para exportação.
Entre 2000 e 2006, acrescentando-se a esses números
os reajustes com a inflação, obteve-se
um crescimento de 32%. Contudo, foi registrado
entre o final do ano de 2007 e o início
do ano de 2008 um decréscimo da demanda,
resultado da insegurança no setor financeiro
mundial. A exportação em 2006 (54
milhões de toneladas) decaiu 4% em relação
a 2005 (56 milhões de toneladas). |
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Maiores
países exportadores de pescado e produtos
pesqueiros |
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| Países exportadores |
Exportação
em US$ |
| China |
8,968 bilhões |
| Noruega |
5,503 bilhões |
| Tailândia |
5,236 bilhões |
| Estados Unidos |
4,143 bilhões |
| Dinamarca |
3,987 bilhões |
| Canadá |
3,660 bilhões |
| Chile |
3,557 bilhões |
| TOTAL MUNDIAL |
85,981 bilhões |
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| Maiores
países importadores de pescado e produtos
pesqueiros |
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| Países importadores |
Importação
em US$ |
| Japão |
13,971 bilhões |
| Estados Unidos |
13,271 bilhões |
| Espanha |
6,359 bilhões |
| França |
5,069 bilhões |
| Itália |
4,717 bilhões |
| China |
4,126 bilhões |
| Alemanha |
3,739 bilhões |
| TOTAL MUNDIAL |
85,981 bilhões |
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O
estudo aponta ainda estatísticas da balança
comercial dos continentes, tendo em vista o pescado
e seus produtos relacionados. Na América
Latina e Caribe, houve quase US$ 9 bilhões
de superávit. A África chegou a
mais de US$ 2 bilhões de superávit
e a Oceania, a mais de US$ 1 bilhão. O
continente asiático, desconsiderando-se
os números da China, teve déficit
de mais de R$ 4 bilhões. Com a China, a
Ásia conseguiu um pequeno superávit,
já que o país chegou a quase US$
5 bilhões de superávit. Canadá
e Estados Unidos tiveram mais de US$ 7 bilhões
de déficit, pouco menor que o europeu,
aproximadamente em US$ 9 bilhões. |
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| BOX |
| Frente aos resultados
do estudo, a FAO enumera as principais questões
referentes ao comércio internacional de pescado: |
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-
Introdução de normas privadas
de segurança e qualidade alimentar,
saúde animal, sustentabilidade ambiental
e social por parte dos compradores e vendedores
internacionais;
-
Continuidade dos conflitos comerciais relativos
às exportações de camarão
e salmão;
-
Crescente preocupação de consumidores
e de vendedores com a exploração
excessiva de algumas populações
de peixes;
-
Adoção de ecoetiquetas por
parte de grandes vendedores;
-
Certificados na aquicultura em geral e no
camarão em particular;
-
Negociações multilaterais
com relação ao comércio
no âmbito da Organização
Mundial do Comércio (OMC);
-
Ampliação das áreas
comerciais regionais e acordos regionais e
bilaterais;
-
Negociações com relação
aos acordos de parcerias econômicas
entre o Grupo de Estados da África,
da União Europeia e do Caribe e Pacífico;
-
Aquecimento global e suas consequências
no setor pesqueiro;
-
Aumento nos preços de produtos energéticos
e sua repercussão na pesca; e
-
Crescimento nos preços de produtos
em geral e sua consequência para os
produtores e os consumidores.
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| |
O
camarão seguiu, em 2006, como o principal
produto pesqueiro comercializado no mundo em valor,
representando 17% de todo comércio internacional.
Apesar do aumento na exportação,
a proporção em valor decaiu, em
consequência da média dos preços
estar em baixa. Os principais países exportadores
são Tailândia, China e Vietnã.
Em 2007, as importações de camarão
caíram nos Estados Unidos (principal importador)
e Japão. Na Europa, sem contar com o Reino
Unido, elas se estabilizaram. O preço do
camarão cultivado diminuiu por conta da
baixa demanda e o do camarão selvagem aumentou
no início de 2008. Em resposta à
baixa de preços, muitos produtores de camarão
cultivado estão reduzindo suas produções,
na tentativa de estabilizar seu preço.
A porcentagem das transações comerciais
mundiais de salmão e truta continua em
crescimento. Ela se deve ao aumento da produção
de aquicultura na Europa Setentrional e nas Américas
do Norte e do Sul. Os preços têm
oscilado de acordo com a grande instabilidade
na disponibilidade do produto no mercado. Em 2006,
alcançou os maiores índices, para
em 2007 e 2008 regredir e se fixar em níveis
mais realistas. Ocorreu a ampliação
na demanda de salmão cultivado por consequência
da abertura de novos canais de vendas e da disponibilidade
do salmão o ano todo. O Chile é
o segundo maior produtor de salmão no mundo,
atingindo 31% do total. Em decorrência do
crescimento produtivo chileno, o camarão
foi ultrapassado pelo salmão na América
Latina e Caribe. O SOFIA não levou em consideração
o impacto da recente crise sanitária do
salmão no Chile nos dados de produção.
Os peixes de águas profundas, como o bacalhau
e merluza, representaram 10% das exportações
mundiais. A China confirmou sua presença
no mercado de filés de bacalhau e outras
espécies similares. O fornecimento, entre
continentes, de merluza proveniente da Argentina
diminuiu em razão da grande procura dentro
da América do Sul.
Em 2006, os tunídeos (atum, bonito-listrado
etc.) representaram 8% das exportações
totais de peixes. Contudo, em 2007, houve decréscimo
no volume de captura, reflexo da alta no preço
de combustíveis das embarcações
que fazem viagens de longa duração.
No que diz respeito ao preço, ocorreu aumento
em todos os mercados e, pela primeira vez, em
20 anos, o do atum enlatado disparou.
Os cefalópodes (lulas, polvos etc.) representaram
4,2% do total do comércio mundial de peixes
em 2006. Marrocos aparece como o país líder
na exportação de polvo. A Tailândia,
seguida da Espanha, China e Argentina, aparece
como a principal exportadora de lula. Espanha,
Itália e Japão são os maiores
importadores das duas espécies. A captura
dos cefalópodes se mantém estável,
na ordem dos 3,6 e 3,8 milhões de toneladas
anuais.
Apesar de o consumo de peixe ter apresentado números
instáveis em alguns anos nas últimas
quatro décadas, a média per capita
desde os anos 60 vem subindo. Em 2005, o consumo
per capita atingiu 16,4 kg, contrastando aos 9,9
kg da década de 1960. Em praticamente todas
as regiões do mundo, o aumento foi uniforme.
Na Ásia Oriental (a China como carro-chefe),
no Oriente Médio e no Norte da África,
o crescimento foi gritante. Contudo, nas últimas
três décadas na África Subsaariana,
a quantidade per capita se manteve estagnada.
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| |
| Consumo
mundial de pescado per capita |
| |
| Década/ano |
Per capita |
| 60 |
9,9 |
| 70 |
11,5 |
| 80 |
12,5 |
| 2007 |
16,7 |
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| Consumo
de pescado per capita em 2005 por continente |
| |
| Continente/regiões/países |
Per capita |
| África |
8,3kg/ano |
| América do Norte e Central |
18,9 kg/ano |
| América do Sul |
8,4 kg/ano |
| Ásia |
17,9 kg/ano |
| Europa |
20,8 kg/ano |
| Oceania |
24,5 kg/ano |
| Ásia sem China |
13,9 kg/ano |
| China |
26,1 kg/ano |
| Países industrializados |
29,3 kg/ano |
| Economias em transição |
12,3 kg/ano |
| Países em desenvolvimento sem os
países de baixa renda e com déficit
alimentício |
16,2 kg/ano |
Países de baixa renda e com déficit
alimentício sem a China |
8,3 kg/ano |
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| |
| América
Latina |
| |
Os
consumidores da América Latina ainda preferem
alimentos de carne vermelha quando comparados
ao pescado. Contudo, esse cenário está
mudando lentamente. A preocupação
dos consumidores com uma alimentação
mais saudável faz do peixe um concorrente
superior à carne vermelha. Com a ampliação
dos canais de distribuição, o excedente
de pescado originado da produção
no continente pode compensar uma maior demanda
futura.
A perspectiva do consumo de pescado na América
Latina é de aumento em 20% entre os anos
de 2005 e 2015. O crescimento populacional deve
representar 60% dos números. Nas zonas
costeiras, o abastecimento de pescado de alta
qualidade é bom. Já no interior
do continente, mesmo com a grande procura por
peixes de água doce, o suprimento é
fraco. Resultado contrastante, se observada a
taxa de crescimento de produção
da aquicultura da América Latina e Caribe
– tiveram a maior média de crescimento
anual entre 1970 e 2006, com 22%; a média
mundial foi de 8,8%. Conforme o relatório,
os números são interessantes se
for constatado que os recursos marinhos naturais
já alcançaram seu limite produtivo.
Apesar das estatísticas encontradas no
relatório, a FAO se diz receosa ao fazer
afirmações sobre o setor da pesca
e da aquicultura. Para a entidade, há a
necessidade de mais pesquisas que apresentem novos
dados para uma análise realmente completa.
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